sexta-feira, janeiro 18, 2008

Dissertação sobre a Amizade e Enterro de Dúvidas (caso existam)

Vamos por partes.


1ª parte - Dissertação sobre a Amizade...

Amizade. Amigo(a).

Amigo não é aquele que cobra seja o que fôr:

Uma hora, um euro, uma visita, um beijo, um carinho, um telefonema, NÃO!

Um amigo é aquele que dá, sem esperar nada em troca, porque o facto de dar, já o faz feliz, por originar a felicidade de outrém.

Um amigo não é o que acusa...

Não é o que magoa e fere, porque é tão egoísta e não consegue lidar com as suas mágoas, que prefere causar mágoas nos outros.

Um amigo, não é um caixote do lixo.

Um amigo não é aquele que partilha só a infelicidade, mas sim aquele que faz questão de se rodear de amigos nos momentos mais felizes da sua Vida.

Um amigo não é aquele que fecha a porta, mas sim, o que abre uma janela, o que constrói uma ponte, o que salta obstáculos para estar connosco.

Um amigo não nos culpa das suas frustrações.

Um amigo não fere, nem é ferido, porque é um AMIGO e deve conservar e ser conservado, porque no fim das nossas vidas, quando tudo o que amamos, fôr morrendo aos poucos, existe apenas uma coisa que prevalecerá...

A AMIZADE! 


2ª parte - Enterro de Dúvidas (caso existam)

A pessoa que está ao meu lado não me faz infeliz, muito pelo contrário.

A leitura de textos, nem sempre é para ser feita de forma linear.

Escrevo o que me vai na alma, o bom e o mau e se é facto que tenho alguns textos mais melancólicos, também tenho cartas de amor, dirigidas a uma única pessoa, mas disponíveis para todos lerem, porque gosto de partilhar a minha felicidade, mas também tenho o direito de expôr algumas tristezas, revoltas, divagações e/ou introspecções.

As minhas palavras não devem ser julgadas pelo significado que os dicionários lhes dão, mas sim como parte integrante de um Ser, que pensa, que sente, que tem emoções... um Ser complexo e pouco linear.

Na realidade, prefiro transpôr os meus sentimentos negativos para os textos que escrevo, do que massacrar diariamente as pessoas que convivem comigo, na tentativa de excomungar os meus males, que afinal, são só meus e os meus amigos não são caixotes do lixo.

Transtorna-me o facto de ter que explicar o significado daquilo que escrevo, porque não sou obrigada a isso e porque o verdadeiro significado apenas será entendido na totalidade por mim.

A pessoa que está ao meu lado faz-me feliz... faz-me feliz, como nunca o conseguiram fazer antes.

Não há relações perfeitas, porque as pessoas não são perfeitas, mas são as imperfeições que nos tornam humanos.

Amo a pessoa que está ao meu lado e sei que essa pessoa me ama!

Odeio ter de explicar o que escrevo a mentes mesquinhas, que procuram as falhas dos outros para diminuir as suas próprias falhas.


NOTA: Não tentem compreender aquilo que está para além da compreensão. 

Vejam as palavras como parte de uma melodia e não como desculpa para destruir.


A amizade não é limitada ao espaço, mas é limitada ao espírito!

1 comentário:

katya disse...

parabens tania, adorei o post. possui uma profunda verdade. poderia fazer um testamento relativamente a este post, mas sera melhor nao o fazer.
o meu blog e http://phaseskatya.blogspot.com
jinhos da catia, irma da isabel