Mensagens

(falta de) TEMPO

Já viram, como os dias passam?
Nem damos por nada...
O tempo corre, passa efectivamente por nós e diz-nos adeus, tal e qual o coelhinho da "Alice, no país das maravilhas".
Lembram-se?
O coelhinho branco que estava sempre com pressa e que levava sempre um relógio.
Hoje em dia, somos todos um pouquinho, como esse coelhinho, vítimas do tempo, ou da falta dele.
Apercebi-me, quando ao final da tarde, regressava do trabalho e olhei para o céu, como é possível, andarmos tão consumidos com o tempo, que nos esquecemos, de um gesto tão simples, como olhar o céu ou o mar, cheirar uma flôr, respirar fundo...
Já nem me espreguiço de manhã, quando acordo! Não tenho tempo!
Não tenho tempo para nada!
Nos tempos que correm, ter tempo, equivale a não ter nada, quando ter tempo, deveria querer dizer, ter tudo.

Que se lixem os relógios, mas a partir de hoje, vou olhar mais vezes o céu, o mar, cheirar as flores, respirar fundo e espreguiçar-me...vou espreguiçar-me todos os dias, logo de manhã, …

Longe

Imagem
ernegg01, originally uploaded by Cilest. Olho nos teus olhos,
profundos como o mar
de grandes e brancas ondas...
ondas magnéticas e eléctricas,
que me puxam como um íman.
Longas horas de saudades,
de minutos gastos em nada,
de segundos contados em voz alta,
de corridas contra o tempo.
Leio um livro ao contrário,
tal como visto uma camisola...
confortável e quentinha,
como o teu abraço...
uma lareira no Inverno,
num dia negro e chuvoso.
Prometo promessas desmedidas,
intemporais e surreais,
um Dali que já vi,
pendurado numa parede,
onde te encostei algures...
não me lembro onde...
deixei ficar a caneta,
com que escrevi as palavras,
que te levaram para longe,
onde os meus olhos não alcançam.

CRIAnça

Gostava de voltar a ser criança...
Não é que não tenha uma criança em mim! Até tenho e por vezes chega a ser insuportável!...
Pelo menos é o que a minha querida mãezinha me diz.
Gostava de voltar a ser criança, com tudo o que isso implica.
Fazer birras, quando não me dessem algo que eu quisesse muito...ou talvez, não muito, mas fazia de conta, que morreria de desgosto, afogada nas minhas próprias lágrimas...sufocada no meu choro, até que alguém me desse um balãozinho, um chupa-chupa ou um rebuçadinho.
A minha extrema ingenuidade, faria com que esse chupa ou rebuçadinho, valesse tanto como um Ferrari telecomandado, de 500€ ou um Leão de peluche gigante, com o cabelo verde e os olhos esbugalhados, de 300€.
Queria distribuir, despreocupadamente, sorrisos por todos e contribuir para um Mundo mais barulhento e colorido, com gargalhadas estridentes.
Ser completamente envergonhada com estranhos e esconder-me atrás das pernas da minha mãe ou do meu pai.
Inventar histórias com carimbos, amigos…

Trivialidades

Penso em coisas banais,
com pouco significado,
totalmente triviais...
Quando olho para trás,
uma névoa profunda,
que nada faz, a não ser,
confundir-me o olhar.
Tento mas não consigo,
fincar meus olhos nos teus.
Perco-me em receios,
que me colocam os freios...
não saio do mesmo sítio.
Escondo-me no tempo,
quando o tempo já foi...
já foi tudo e foi nada.
Persegues-me à noite,
protegido pela escuridão,
entre cortinas rasgadas,
num palco que já foi teu.
Permaneces na solidão,
entre essas mal-amadas,
sonhando com os dias,
todos em que foste meu.
Não apagarei da memória,
o amor, a alegria e a tristeza,
que foste arrancando,
com a subtileza de um tirano,
de um tremendo mafioso,
enquanto fuma o seu charuto.
Na minha alma desfiz o luto,
que perdurava no infinito,
com a força que me eleva,
no alto das montanhas.
Por agora prefiro pensar...
apenas em coisas banais.

My little green monster!

O meu pequeno monstro verde,
ficou totalmente boquiaberto,
quando chegou tão perto.
Esbogalhou o seu olhinho,
aos poucos e poucos,
e disse bem de mansinho:
- Por favor meu amorzinho,
pensa no que escreves,
porque existe o sensível,
e também o execrível.
Jamais te abandonarei
e para sempre ficarei,
qual fiel guardião,
do teu pedacinho de céu!

Um rasgo de memória, no compasso da Vida!

A Vida tem coisas do outro Mundo...
Cada dia puderá deixar-nos de tal forma confusos, cheios de sentimentos obtusos...
Para mim...queria um ângulo recto!
Mas está mais que visto, que não é matematicamente possível, na matemática da Vida, é claro!
Pego numa régua e num compasso, até uso a fórmula certa, mas simplesmente, não bate certo.
Esta vida...eu adoro-a, mas não sei porque teima em dar-me as coisas, ao contrário do que lhe peço.
Agradeço-lhe o facto, de tantas vezes me ter surpreendido, de forma tão positiva, mas não chegou...porque, mais tarde ou mais cedo, esse positivismo acaba e eu???
Eu que me lixe!!? Ah, pois claro!...
Essas estranhas pontuações da vida!?
Estava agora a lembrar-me, da quantidade de pessoas, que de alguma forma, já fizeram parte da nossa vida e em que nós, só nos lembramos com um repentino e inesperado, rasgo de memória.

Um pequeno texto que me marcou:
"Ouve os murmúrios de quem não ousa gritar, sente os passos de quem não ousa correr, escuta o silêncio…

Fantasmas...

Penso muitas vezes, como é possível, deixarmos de viver a vida, por causa de fantasmas do passado...
Fantasmas que já não fazem parte da nossa vida!
Só posso dizer que, dos meus fantasmas trato eu...agora, gostava que conseguisses lidar com os teus.
Não é um pedido fácil... Nem é, sequer, um pedido. é um pensamento que, como tantos outros, vou guardar para mim, na esperança de cair no esquecimento.
Vou dar-te aquilo que tu queres, dizer-te aquilo que tu esperas ouvir, mas se isso é o que eu quero???
Não sei! Neste momento ainda não tenho muitas certezas e é esse o motivo que faz com que te faça essa vontade.
Fazer-te a vontade e esquecer a minha, seja lá qual fôr...
Tu que deste o grande passo para qualquer coisa, que nada é!
Acho que ainda vou a tempo, de não perder o sono por coisa alguma, que diga respeito a este assunto, o que me deixa um pouco mais descansada, mas nem um pouco aliviada.
Tenho um talento incrível para me meter com as pessoas erradas...complicadas, embrulhadas e co…

Os KATABATIC no Chapitô

Olá!
Não quero fazer do meu blog, um diário, mas nos últimos dias, existem algumas coisas, de que vos quero falar.
Lembram-se da dica, para quem quisesse ouvir boa música?
Sim, a do Chapitô.
No passado dia 30, às 23 horas, lá fui eu com o meu melhor amigo, rumo ao Chapitô, para assistir a mais um concerto, de uma das nossas bandas favoritas. Tal facto, não se deve somente, por conhecermos os elementos da banda e alguns deles, serem grandes amigos, mas também pela força fantástica, que advém da música, que eles fazem.
Complicado foi, conseguir estacionamento perto do local, pois o Sr. Santana Lopes, enquanto foi Presidente da Câmara de Lisboa, conseguiu trocar-nos as voltas todas, de tal forma, que ainda consegui cometer a proeza, de entrar numa rua em sentido contrário. Mantive a calma, apesar de vir um eléctrico e alguns carros, na nossa direcção, mas numa manobra digna de um piloto de Fórmula 1, lá dei a volta à situação.
Com dificuldade, arranjei lugar para estacionar, mas ainda t…

Uma noite!

Estava aqui a pensar o porquê de tanta azáfama, numa noite como todas as outras, que apenas faz mudar o último número do ano do nosso calendário...
Se formos ver, dormimos da mesma maneira e acordamos, exactamente da mesma maneira, ou seja, com uma vontade abismal, de continuar a dormir.
Tudo isto, mais parece uma forma dissimulada, para as pessoas comprarem roupas com lantejoulas e vestirem-se como as testemunhas de jeová se vestem, todos os Domingos.
Mais uma noite de copos, de excentricidades, de loucuras, de desgostos, de violações de privacidade e de mentalidade, de barulho, de panelas e tachos...enfim, só mais uma noite!
Já a passei a rir, a dormir, a dançar, a apanhar ar, a vomitar, a bater tampas de tachos, a partir a loiça, a gritar, a cantar, a comer, a ouvir música, a ver fogo de artifício, normalmente e quase sempre, a fazer contagem decrescente.
Engraçado nisto tudo, é que tenho dias assim, todo o ano e nalgumas noites, tenho mesmo vontade de fazer contagem decrescente.

"Ó filha, não podes cantar um fadinho?"

Este Natal, tinha tudo para ser igual a tantos outros, ou seja, um tédio.
Não foi igual, nem sequer parecido e graças ao meu primo, que ocasionalmente, tem uns rasgos de genialidade, que muitos na família desconhecem.
Estávamos a caminho da casa da minha tia, quando a minha mãe disse, que ía levar os DVD's de música que lhe tinham oferecido, para vermos e ouvirmos, todos juntinhos, tipo ovelhinhas, na sala da lareira.
A minha irmã, prontamente, deixou escapar um sorriso e o segredo bem guardado, de um especial divertimento, que o meu primo tinha preparado.
Perguntei-lhe insistentemente o que era, mas a sua fidelidade para com o meu primo, chegava a ser tocante.
Bem, resta-me esperar para ver.
Estava tudo combinado, entre eles, para depois do almoço.
Depois do almoço, após uma viagem ao quarto do meu primo, onde ele preparava cuidadosamente a surpresa, acabou por me dizer do que se tratava.
Estava a ter alguns probleminhas, visto que o computador estava a dar alguns erros, mas nada…