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No meio do nevoeiro, avisto gambuzinos!

Era uma vez, uma menina que vivia perto do céu, adorava comer logo de manhã umas apetitosas nuvens.
Ela dizia sempre, que as nuvens, lhe sabiam a algodão doce. Depois sorria sempre ,com o seu ar doce e angelical, que encantava todos.
Certo dia, encontrou uma bonita e amistosa galinha sentada, numa das nuvens, a menina com o seu ar doce, bochechas ruborizadas, perguntou à galinha o que fazia ali, naquela nuvem doce.
A galinha respondeu, que estava à espera de avistar, o barco fantasma dos piratas.
Reza a lenda, que sempre que aparecia nevoeiro de manhã, era avistado um barco pirata, a passar por ali.
A menina ficou intrigada, até porque ela era filha do vento e a sua mãe, a brisa, nunca lhe tinha contado nada sobre o barco fantasma dos piratas, mas uma vez falou-lhe de um porco, que tinha uma perna de pau, tinham-lhe levado a perna, para fazer um presunto. Agora piratas, ela não se lembrava.
Na realidade, os pais apenas a queriam proteger.
Já tinham sido castigados o suficiente, quando…

Perguntas...???

Tento esquecer aquilo que não quero lembrar.
Quero tentar sair deste lugar...
Isolo-me e rodeio-me de muitas pessoas.
São coisas que nem sempre se sentem,
suspiros inquietos do tempo...
Descobrir o significado de um momento,
com uma ansiedade que trespassa,
Essa pequena barreira à tua volta...
Com uma pergunta de incerteza
Seguiu-se tal estranheza,
Repleta de frieza...
Um infinito de distância,
tem para mim tanta importância
que ressalta a tristeza em meu olhar.
Num minuto de silêncio, entre nós,
ficou a certeza de não se ouvir a voz,
que outrora gritara aos sete ventos,
o sentimento que lhe invadia a alma,
que lhe fazia ganhar asas e voar.

Bolinha vermelha

Estava a pensar em escrever algo, em que fosse obrigada, a colocar uma bolinha vermelha no canto superior direito deste post, mas cheguei à conclusão, que se realmente quiserem ler algo desse género, poderão fazê-lo, nas chamadas *revistas côr-de-rosa*.
Para poupar-vos a mais um conto *exótico*, pseudo-erótico, de carácter literário duvidoso, resolvi não fazê-lo, ou melhor, não escrevê-lo.
Tanto pensamento, levou-me a pensar ainda mais, na minha literatura de casa de banho...sim, ou pensam, que vou ler os diálogos de Platão, nas horas difíceis?
Nem pensar, porque iria dar tanto trabalho aos meus neurónios, que a minha mente se iria esquecer de enviar os sinais ao resto do corpo, para terminar a tarefa a que se tinha proposto.
Pensam que isto é fácil, mas não é. Existem explicações científicas para tudo isto, assim como se sabe que no Teorema de Pitágoras (a soma dos quadrados dos catetos é igual ao quadrado da hipotenusa) - "Numa tarde em Siracusa, diz Pitágoras aos seus netos: o…

se eu não conseguir conviver comigo, quem conseguirá?

Sinto-me com uma vida, que pensei, há muito, que tivesse morrido...
Na verdade e incrivelmente, acordo bem cedo, com uma energia fora do vulgar.
Faço-me todas as manhãs, à estrada, confortável no meu querido carrinho, a ouvir alguns dos meus cd's favoritos e enfrento o trânsito incivilizado e congestionado, algumas vezes...constipado, cantarolando tímidamente e esbanjando sorrisos, pelos automobilistas impacientes.
Conto os minutos, bem contadinhos, para não me atrasar e se vejo, que o tempo escasseia, lá ponho o pézinho no acelerador.
Escusado será dizer, que se tivesse um descapotável, até os cabelos me voavam, aliás, voava tudo!
Esta sensação, junta-se também, a uma sensação de liberdade, que tornam os meus dias, altamente agradáveis e fluem, com uma naturalidade, quase incompreensível.
Faço-me companhia, faz algum tempo e nunca pensei, que fosse tão suportável, tão boa companhia (bem...tenho dias, como qualquer comum mortal, mas ando a aperfeiçoar-me).
Aprendi a conviver comi…

E quem diz o contrário, não sabe o que diz!

Olá (não são os gelados, é o cumprimento)!

Será possível darmos o benefício da dúvida às pessoas, antes de as conhecermos, logo como ponto de partida?
Nem sempre é fácil, principalmente se formos do tipo "reservado", em que é quase necessário um pé-de-cabra, para nos "arrancar" alguma coisa.
Estas pessoas têm a tendência, de fazer as coisas da seguinte forma: silêncio - sorrir - silêncio - sorrir - cumprimentar - silêncio - sorrir - silêncio - mais silêncio - comentários tipo "O tempo hoje, está bonzinho!", "Desculpa, podes dizer-me as horas?" - silêncio - silêncio...passado alguns meses ou anos de convivência, é que começam a comunicar com àvontade.

Não será mais fácil, darmos o benifício da dúvida logo no início?
Libertarmo-nos...deixar as amarras (não falo da marca de roupa, que nem sei se ainda existe) e abrir a boca e o coração ao Mundo, porque ainda existem pessoas que nos surpreendem e conseguem tornar a nossa vida melhor, sem pedirem nad…

(falta de) TEMPO

Já viram, como os dias passam?
Nem damos por nada...
O tempo corre, passa efectivamente por nós e diz-nos adeus, tal e qual o coelhinho da "Alice, no país das maravilhas".
Lembram-se?
O coelhinho branco que estava sempre com pressa e que levava sempre um relógio.
Hoje em dia, somos todos um pouquinho, como esse coelhinho, vítimas do tempo, ou da falta dele.
Apercebi-me, quando ao final da tarde, regressava do trabalho e olhei para o céu, como é possível, andarmos tão consumidos com o tempo, que nos esquecemos, de um gesto tão simples, como olhar o céu ou o mar, cheirar uma flôr, respirar fundo...
Já nem me espreguiço de manhã, quando acordo! Não tenho tempo!
Não tenho tempo para nada!
Nos tempos que correm, ter tempo, equivale a não ter nada, quando ter tempo, deveria querer dizer, ter tudo.

Que se lixem os relógios, mas a partir de hoje, vou olhar mais vezes o céu, o mar, cheirar as flores, respirar fundo e espreguiçar-me...vou espreguiçar-me todos os dias, logo de manhã, …

Longe

Imagem
ernegg01, originally uploaded by Cilest. Olho nos teus olhos,
profundos como o mar
de grandes e brancas ondas...
ondas magnéticas e eléctricas,
que me puxam como um íman.
Longas horas de saudades,
de minutos gastos em nada,
de segundos contados em voz alta,
de corridas contra o tempo.
Leio um livro ao contrário,
tal como visto uma camisola...
confortável e quentinha,
como o teu abraço...
uma lareira no Inverno,
num dia negro e chuvoso.
Prometo promessas desmedidas,
intemporais e surreais,
um Dali que já vi,
pendurado numa parede,
onde te encostei algures...
não me lembro onde...
deixei ficar a caneta,
com que escrevi as palavras,
que te levaram para longe,
onde os meus olhos não alcançam.

CRIAnça

Gostava de voltar a ser criança...
Não é que não tenha uma criança em mim! Até tenho e por vezes chega a ser insuportável!...
Pelo menos é o que a minha querida mãezinha me diz.
Gostava de voltar a ser criança, com tudo o que isso implica.
Fazer birras, quando não me dessem algo que eu quisesse muito...ou talvez, não muito, mas fazia de conta, que morreria de desgosto, afogada nas minhas próprias lágrimas...sufocada no meu choro, até que alguém me desse um balãozinho, um chupa-chupa ou um rebuçadinho.
A minha extrema ingenuidade, faria com que esse chupa ou rebuçadinho, valesse tanto como um Ferrari telecomandado, de 500€ ou um Leão de peluche gigante, com o cabelo verde e os olhos esbugalhados, de 300€.
Queria distribuir, despreocupadamente, sorrisos por todos e contribuir para um Mundo mais barulhento e colorido, com gargalhadas estridentes.
Ser completamente envergonhada com estranhos e esconder-me atrás das pernas da minha mãe ou do meu pai.
Inventar histórias com carimbos, amigos…

Trivialidades

Penso em coisas banais,
com pouco significado,
totalmente triviais...
Quando olho para trás,
uma névoa profunda,
que nada faz, a não ser,
confundir-me o olhar.
Tento mas não consigo,
fincar meus olhos nos teus.
Perco-me em receios,
que me colocam os freios...
não saio do mesmo sítio.
Escondo-me no tempo,
quando o tempo já foi...
já foi tudo e foi nada.
Persegues-me à noite,
protegido pela escuridão,
entre cortinas rasgadas,
num palco que já foi teu.
Permaneces na solidão,
entre essas mal-amadas,
sonhando com os dias,
todos em que foste meu.
Não apagarei da memória,
o amor, a alegria e a tristeza,
que foste arrancando,
com a subtileza de um tirano,
de um tremendo mafioso,
enquanto fuma o seu charuto.
Na minha alma desfiz o luto,
que perdurava no infinito,
com a força que me eleva,
no alto das montanhas.
Por agora prefiro pensar...
apenas em coisas banais.

My little green monster!

O meu pequeno monstro verde,
ficou totalmente boquiaberto,
quando chegou tão perto.
Esbogalhou o seu olhinho,
aos poucos e poucos,
e disse bem de mansinho:
- Por favor meu amorzinho,
pensa no que escreves,
porque existe o sensível,
e também o execrível.
Jamais te abandonarei
e para sempre ficarei,
qual fiel guardião,
do teu pedacinho de céu!