A caixa
Estava um fim de tarde de Domingo, um tanto inquieto. Havia um movimento estranho, nas ruas estreitas, da baixa da cidade e uma luz, que mais parecia, uma falta de luz...
Um cinzento tinha-se apoderado das cores, de todas as cores, de tudo o que era trivial.
Enquanto Rafaela, se dirigia para casa, surgiam na sua mente, pensamentos... uma dor intrínseca, que ela não conseguia explicar... um aperto no coração.
Na verdade, ela procurava na sua memória, os momentos felizes, que outrora, tinha vivido com Pedro, mas apenas, lhe vinham à cabeça as imagens; das discussões, dos copos partidos, das portas fechadas à força, das palavras ríspidas, da ira nos olhos daquele que amava profundamente, das feridas das tentativas de suicídio, do desespero, dos gritos silenciosos que tantas vezes, foram ouvidos por outros, que igualmente, viviam desta forma.
Nas ruas estreitas que percorria, tinha a sensação que os prédios se precipitavam, sobre ela, numa incrível sensação de sufoco.
Está um frio absurdo…
Um cinzento tinha-se apoderado das cores, de todas as cores, de tudo o que era trivial.
Enquanto Rafaela, se dirigia para casa, surgiam na sua mente, pensamentos... uma dor intrínseca, que ela não conseguia explicar... um aperto no coração.
Na verdade, ela procurava na sua memória, os momentos felizes, que outrora, tinha vivido com Pedro, mas apenas, lhe vinham à cabeça as imagens; das discussões, dos copos partidos, das portas fechadas à força, das palavras ríspidas, da ira nos olhos daquele que amava profundamente, das feridas das tentativas de suicídio, do desespero, dos gritos silenciosos que tantas vezes, foram ouvidos por outros, que igualmente, viviam desta forma.
Nas ruas estreitas que percorria, tinha a sensação que os prédios se precipitavam, sobre ela, numa incrível sensação de sufoco.
Está um frio absurdo…