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A história mais linda...

Esta é uma história, que podia até, estar relacionada com o Natal, mas não está.
Passa-se num bosque, depois do limite de uma grande cidade, numa pequena cabana, construída em madeira.
Aproximo-me, tentando não fazer barulho.
Espero não pisar nenhuma folha seca, apesar de ser uma tarefa complicada, visto o manto que cobre a terra, ser tão vasto.
Consigo chegar à janela, onde vejo a luz de uma vela, que arde, sem pedir licença, enquanto, um homem, escreve, completamente embriagado pelas palavras, que lhe saem do pensamento.
Regista, em tinta preta, num papel, aparentemente macio, as ideias que se soltam e que viajam, desde a sua cabeça, até chegarem à sua mão, que firmemente, agarra na caneta.
Tem um ar tão distante, como se estivesse num mundo paralelo a este.
Deve ser isso que acontece, quando se escreve...o nosso corpo, permanece nesta realidade, neste mundo, mas a nossa mente, começa numa viagem, sem fim.
De dentro da casa, vem um cheiro delicioso, a café acabado de fazer e um calor, que e…

Re-Construções

Terça feira, um dia amargo, nada de especial a não ser uma coceira enorme no cocuruto da cabeça, a experiência era deliciosa, mas a chuva não batia assim.
Cocei a cabeça, com alguma insistência, até que me tocaram nas costas ao mesmo tempo que lhe saia da boca, uma série de pontos de interrogação, que se atropelavam uns aos outros e que atrofiavam a cabeça.
Aquelas interrogações eram um grito vazio de conteudo, o balão apareceu sem nada escrito, era um vazio de ideias, mas logo me lembrei que estavamos na era do cinema mudo... no tempo do rock and roll.
No tempo do sexo e do mentol. De homens que não largam o urinol.
Deprimentes de balões em riste... mulheres e homens, em despiste.
Calam-se vozes e gritam pensamentos.
Mas isso estava vago mesmo, até porque esses pensamentos eram demasido sérios para se poderem passar para o lado de cá. Aquela era uma dimensão unica, onde os pensamentos se misturavam com as vozes e quem gritava, logo ganhava, mas a vida, essa vivia-se a 100 à hora para poder…

The chauffeur

O despertador tocou há dez minutos. Atiro com ele para o chão e parte-se.
Já é o terceiro este mês.
Tenho de me levantar... vá lá corpo, levanta-te! A custo, lá me levantei.
Já lavei a cara e espreguicei-me, como se o mundo fosse acabar amanhã, mas o cansaço da noite de ontem, não desaparece.
Vou tomar um duche, vestir o fatinho e colocar o meu sorriso nº33, para encantar os meus queridos patrões.
Aquela gente hipócrita, para quem trabalho. Podres de ricos, no entanto, tão futéis.
“Dá Deus nozes a quem não tem dentes!”
Eu ando a afiar os meus!
Coloco os meus óculos escuros e estou pronto, para mais um dia...
Como as minhas amigas dizem “ a versão Martini-man”, que muito tem feito por mim.
Daqui até à mansão, são uns 5 minutos a pé.
Vivo num anexo, gentilmente cedido pela Senhora. Só preciso de atravessar o jardim.
Entro pela porta das traseiras, como o comum empregado e tomo o pequeno almoço na cozinha, preparado pela Maria, a cozinheira.
Após todos tomarem o pequeno-almoço, apresento-me no hal…

Estranhas melodias

Olhei pela janela... lá fora começa a chover e o mar mostra-se mais revoltado do que nunca.
Depois desta visão, fiquei com uma vontade enorme de ir tocar, no piano de cauda, que o meu avô me deixou no testamento.
Quando o trouxeram nem queria acreditar.
Coloquei-o na sala de estar, que tem umas portadas em vidro, com vista para o mar.
Abro as cortinas e sento-me no banco... espreguiço-me... estalo os dedos e lanço-me nas teclas, com liberdade total. Apodera-se de mim uma energia única e uma sensação de leveza. Sem pauta, vou tocando nas teclas e formando as melodias.
Vêm-me à memória, momentos da minha infância, em que o meu avô passava horas a ensinar-me, todas as melodias do seu tempo.
O meu avô dedicou muito tempo da sua vida à música e tocar piano era para ele, uma paixão... uma paixão que ultrapassava qualquer outra.
Ficava horas fechado num quarto, a tocar no seu piano e a compor as suas músicas. Passava dias inteiros assim, o que deixava a minha avó furiosa.
Eu ficava no jardim a ouvi…

Olha... PACIÊNCIA!

Hoje estou de rastos e é assim que me apetece caminhar para o fim-de-semana... a rastejar, como as cobras, neste caso na mudança da pele, ou num qualquer processo de intenso sofrimento.
Sinto-me cansada... cansada de vozes e de dúvidas, coerentes e incoerentes. De pessoas impacientes e carentes.
De perguntas e afirmações.
Devo ser masoquista... deve ser uma auto-penalização inconsciente, por qualquer acto cruel que tenha praticado num passado, talvez não muito distante. Talvez uma praga, um castigo.
PACIÊNCIA! TUDO HÁ-DE PASSAR... PASSAR... FECHA OS OLHOS... FECHA-OS DEVAGAR... IMAGINA UM PARAÍSO...
Imagino um paraíso?
IMAGINA UM LUGAR ONDE QUISESSES MUITO ESTAR, NESTE MOMENTO.
Estou a tentar... mas o meu ecrã está negro... um vazio que não tem fim... não me ocorre nada...
CALMA... RELAXA... RESPIRA FUNDO... PRECISAS LIBERTAR-TE...
Respiro fundo... Parece que estou no médico e ele me está a oscultar com o estetoscópio. Encosta-me aquele metal gelado contra o peito e só me apetece gritar.
Ma…

ZYRGOK em KROMARAZZZ

Zyrgok acabou de entrar em território protegido, uma vez que já pertencia a Kromarazzz e as naves patrulha dirigiram-se imediatamente, para junto da nave que desconheciam.
Encaminharam Zyrgok, até aterrar no planeta e escoltaram-no, até umas instalações de alta-segurança.
Parecia-lhe tudo enorme. Tecnologicamente incrível.
Aproveitou para observar tudo atentamente. Fixou cada detalhe, para mais tarde adaptar às suas engenhocas.
Zyrgok estava curiosamente calmo, quase como uma criança, na mais pura ingenuidade.
Levaram-no até uma gigantesca porta, feita em metal, com uns desenhos geométricos, que formavam uma espécie de escrita.
A porta abriu-se e Zyrgok seguiu até chegar a uma estranha criatura, de olhos esbugalhados e pele enrugada, um pouco mais alto que ele e extremamente magro.
Uma voz grossa e cansada, disse-lhe, que lhe tinham confiscado a nave e que ele deveria explicar a sua presença no seu planeta, ou de outra forma iria permanecer preso.
Zyrgok apressou-se a explicar, o medo apode…

ZYRGOK - A descolagem...

Zyrgok terminou a construção da sua nave e é chegada a hora de a experimentar.
Colocou-a em posição estratégica... Estrategicamente virada para o grande portão, do armazém (esconderijo), de onde iria partir, na sua primeira aventura, longe de Echelon.
O seu planeta nunca exercera, o mesmo fascínio, em Zyrgok, como no resto dos seus habitantes.
Abriu os portões, depois de se equipar e dirigiu-se para a sua nave, em forma de estrela de cinco pontas.
Subiu as escadas e já dentro da sua preciosa invenção, começou por fechar a porta e ligou os botões.
Sentou-se na sua cadeira, ergonomicamente construída e de imediato assumiu o comando.
Ligou a nave, que se revelou extremamente silenciosa e dirigiu-se, lentamente para os portões.
Andou 1 km em velocidade reduzida e depois ligou os jactos, iniciando assim, uma viagem alucinante.
A primeira paragem de Zyrgok, iria ser no planeta vizinho... Kromarazzz.
Este planeta, é povoado, pelos seres mais estranhos, de todas as galáxias. É uma grande mistura de se…

ZYRGOK do planeta Echelon (apresentação)

Num planeta, numa galáxia distante, a muitas galáxias de distância da nossa, vivia o pequeno Zyrgok.
Passava os dias a olhar para o seu sol Azul, que não brilhava como o nosso, mas era de um azul tão profundo, quase hipnotizante. Não o aquecia, mas fazia-o feliz.
O pequeno Zyrgok, sonhava acordado, com planetas distantes e com os habitantes desses planetas desconhecidos.
Sempre foi muito anti-social. Não tinha amigos, o que no planeta dele era muito estranho, porque uma vez por mês (no calendário do planeta Echelon) todos os habitantes se juntavam, para comemorar a passagem dos cometas.
Ele nunca comparecia a essas comemorações, achava-as demasiado inúteis.
Desaparecia durante dias seguidos e ninguém sabia do seu paradeiro.
Zyrgok, tinha um esconderijo, onde inventava umas engenhocas.
Tinha agora, em mãos, um projecto ambicioso. Estava a construir uma nave, para o levar, para todos os lugares, com que sonhava todos os dias.
Passava noites sem dormir, na tentativa de a terminar rapidamente.
Zy…

My little green monster

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A fuga do Monstrinho Verde

O meu monstrinho verde apanhou o barco para a Trafaria, que por sua vez, foi rebocado por um barco de borracha.
Com tantas viagens, ele ficou um pouco indisposto e foi internado de emergência, mas promete voltar.
Até lá, meu querido monstrinho... vou sentir muitas saudades tuas.
Da tua, para sempre,
TT.