Mensagens

E assim vai o País!...

Uma viagem à segurança social,
é o suficiente para entender,
que muita coisa está mal.
Quem espera, desespera,
e no meio da confusão,
apareceu um acelera,
que acabou por fazer uma reclamação.
Palavras escritas num caderno que ninguém lê,
são preocupações que se trancam nas páginas,
de papel branco A4 de 80 gramas...
Vindas dos instantes, de chamas,
que são minhas e tuas; de todos...
mas uns calam, engolem em seco,
a códea rija e áspera que lhes deram,
num “acto de bondade”, dizem;
aqueles que muito dizem e pouco fazem,
que lideram uma liderança desleal.
Falam muito, na esperança vã,
de acreditarem nas próprias palavras,
mas no fim...
as palavras perdem o sentido,
não têm nexo e morrem,
uma morte lenta e dolorosa,
que só o povo sente!


Vocês sabem do que falo!

Boca do Inferno

O telefone tocou umas quantas vezes... deixei-o tocar... aproveitei para ouvir o meu toque, o “Little Sister” dos Queens of the Stone Age, enquanto respirava fundo, para falar calmamente com o Helder ao telefone, até que atendi... meio azeda e distante, entre um “Então tudo bem?” e uma conversa monossilábica, que pouco passou de “Sim” e “Não”, combinámos um encontro para mais tarde.
Hoje é o meu aniversário e ele não teve a decência de me ligar a dar os parabéns.
Esperei... no local combinado... esperei. Fumei um cigarro... e outro e outro, mas ele nessa noite não apareceu.
Estava eu, numa noite de lua cheia, completamente sozinha na Boca do Inferno.
Corria uma arajem bem fresca, que vinha do mar.
Só se ouvia o som das ondas a baterem nas rochas, com uma violência brutal.
Lembro-me que estava escuro, só se conseguiam ver os vultos das rochas esculpidas, que mais pareciam pessoas e uma cruz, no meio do nada.
Foi neste ambiente sinistro, que o Helder, me deixou à espera, sozinha.
Esfreguei as…

Katabatic - Zé (o baterista)

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Ze
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At last but not least...o Zé.
O Zé é o baterista e foi meu companheiro de guerra na Universidade.
Na bateria, parece que o resto do Mundo não existe. Altamente compenetrado nas batidas, não tira os olhos do vazio dos compassos... tudo para bem da perfeição musical e da ascenção ao Olimpo, com uma ajudinha dos ventos do Norte. É o Zé e é meu amigo (isto soa-me a desenhos animados ou coisas lamechas). Estás a ficar velho, pois estás... mas fica descansadinho amigo... és como o vinho do Porto. E mais não digo (não me pagaram para isso). ;)

Good luck!!! Bang-bang!

Katabatic - João (o baixista "baixinho")

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Joa
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Olha o João.
O João é o baixista, que eu invejo pelo simples facto de, até mesmo quando está a descarregar as suas energias, normalmente no auge das músicas, descarrega-as bem. Eu cá prefiro, partir um lápis ou berrar para a almofada (energias negativas), ou seja, nada que contribua para a felicidade e rejubilo, seja de quem fôr.
Para o João, tocar baixo, secretamente (lá no subconsciente) deve ser tão bom como ter um orgasmo.

João quando vires as fotos do concerto vais entender a última parte do que escrevi. ihihihi

Katabatic - Tiago (o guitarrista)

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tiago
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Este é o Tiago.
O Tiago é o guitarrista da banda, que consegue fazer umas coisas fantásticas com a guitarra, como se pode ver na foto.
A única coisa que não é permitida é fazer malabarismo, tudo o resto é permitido.
Está muito mais descontraído que nos primeiros concertos e a diferença nota-se no resultado.

Private joke:
"Não precisas de agradecer! ;)"

Katabatic - Hugo (o homem dos 7 instrumentos e + qualquer coisa)

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hugo
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Hoje vou fazer a apresentação oficial dos Katabatic, um a um, como merecem.
Este que aqui vêem é o Hugo. O Hugo, de todos, é aquele que consegue tocar mais instrumentos, que duas ou três bandas todas juntas. São tantos e tão curiosos, que na plateia fica tudo perplexo, sem saber ao certo o que é que ele está a tocar e daí surgem boas surpresas. Para além, desses caricatos instrumentos, cabe-lhe também a ele, preencher com a voz, por vezes meio tímida, as músicas, destes quatro.

Saudades Suicídas

Tenho saudades... muitas saudades, especialmente de ti... sim de ti!!!
E é aqui que perguntas: “ Mas estiveste comigo há dois dias!?...”
Pois estive, mas as minhas saudades são imensas... São muitas e o tempo que estive contigo, que me parece sempre tão pouco, só permitiu que algumas das minhas saudades se suicidassem, no entanto, permanecem aquelas saudades resistentes, que teimam em não ir embora.
A SRU (Saudades Resistentes Unidas) é uma organização mundialmente conhecida, pela extrema capacidade de resistir aos encontros de 1º, 2º e 3º grau.
Esta organização, tem como arma secreta a camuflagem, isto é, não nos damos logo conta que elas andam por aí, para quando fizerem o ataque, este seja fatal e fatalmente fui atingida pela SRU.
Neste momento encontro-me infectada pelo vírus, que estaria em posse da SRU, uma arma biológico-emocional potentíssima, denominado por Saudoso-Permanente (que não está relacionado com a permanente dos cabelos).
Estou à espera que exista um elemento da SRU, que…

O IN*Culto recomenda:

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flyerweb, originally uploaded by Moon*. Como não podia deixar passar em branco mais um grande momento, aqui fica a data, hora e local... onde tudo vai ficar arrepiado... onde as horas páram... onde se faz silêncio para que se oiçam outras melodias... onde nasce a tempestade dos ventos do Norte... mais uma vez, mas sempre como se fosse a primeira... os Katabatic!!!

A dose recomendada... sempre que possível!

Aos Katabatic: "Vemo-nos lá!"

Ess'émiesses - SMS - Síndroma da Mensagem s/ Sal

Ía eu, numa usual aventura automobilística matinal...como sempre, quando me vi farta de um qualquer CD, que já ouvi um milhão de vezes e passei rapidamente para a rádio, mais concretamente para a Antena 3.
Nesta pérola de canal, com um dos melhores programas matinais de todos os tempos e passo a citar “Há vida em Markl”, com o alternativo, de humor inteligente, Nuno Markl, com a Ana Lamy e o José Carlos Araújo (adorei a reposição que fizeram há uns tempos de um sketch do Herman alusivo ao National Geographic).
Nesse dia, o Markl, falava da banalização do abraço, com o monopólio da comunicação através das mensagens escritas, ou seja, o facto de se terminar a mensagem, independentemente do grau de parentesco ou proximidade afectiva dos intervenientes, com um abraço ou beijos. Ele falava de como as pessoas acabam por perder a ligação com a realidade, com a utilização abusiva deste meio de comunicação, algo impessoal.
A verdade é que “dar uma” de atencioso e simpático, enviando abraços e be…

Amo-te! (coisas d'homens)

Naquele dia, Madalena jogou tudo para o alto... gritou de fúria e desapareceu, com a mesma velocidade que entrou na minha vida.
Gritou, mas esse grito não se dirigia a mim... a mim ela não disse nada, absolutamente nada... apenas desapareceu. Já me tinha dito várias vezes, em tom de aviso, que ou as coisas mudavam ou ela desaparecia... nunca acreditei... não fiz caso... pensei que fosse o “bluff” típico das mulheres, que raramente têm coragem de o tornar realidade, mas a Madalena, afinal... não estava a fazer “bluff”. Ela não!...
Fui cobarde! Admito que fui... a única mulher que amei até hoje... deixei-a ir, sem dar luta... baixei os braços... não acreditei que ela me deixasse... mas não me esforcei para que ficasse. Faltou dizer-lhe... tantas vezes, quando a olhei nos olhos, no silêncio da noite, na loucura do momento, na ternura de um abraço... faltou dizer-lhe, o que ainda hoje me custa dizer.
Não consigo! Já tentei imaginá-la mais uma vez à minha frente e poder dizer-lhe o que lhe…