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1/4 de século

Hoje faço anos!
Repeti isto para mim mesma, umas quantas vezes, para ver se faz sentido...
25 anos ou 1/4 de século... não sei, mas parece-me ridículo!
Não sei porquê, mas é a primeira vez que me sinto deprimida ao fazer anos.
Será que daqui para a frente irá ser sempre assim?
Quando faço o balanço dos meus 25 anos, não me parece nada mal. Já passei por várias experiências, algumas bastante interessantes...
Tive uma infância feliz. Sem nenhum recalcamento, que possa afectar tragicamente a minha vida de adulta. Tive um cavalo de madeira, um triciclo e uma Barbie. Lembro-me também que tinha um carrinho, todo futurista, em que as portas abriam para cima.
Fiz muitos amigos ao longo da vida. Alguns fazem parte do Passado apesar de terem sido importantes para mim, outros fazem parte do Passado e do Presente...
É a esses resistentes (Amigos) que quero deixar o meu sincero agradecimento por estarem lá quando preciso e tão simplesmente por serem meus amigos.
Tirei o curso que queria, sem nunca ter c…

O mar de Susan

Ano de 1820 - Outono - Inglaterra - cidade de Carlisle

É noite cerrada... está Lua cheia e um suave nevoeiro.
Espero-te à janela, de onde consigo ver o porto, onde atracas o teu barco.
Mal começas a aproximar-te de terra, pegas na tua lanterna e fazes o que combinámos.
Acendes e apagas três vezes de seguida, para que saiba que és tu.
Porque demoras tanto?!
Começo a ficar preocupada...ainda para mais, esta manhã dispensou o resto da tripulação. Disse-lhes para passarem o dia com as famílias, que tinha coisas para fazer.
Pelo menos foi o que me disse Sasha, o cozinheiro que pertence à tripulação.
Está a ficar tarde... tenho de arranjar forma de sair de casa, sem que me vejam e sem fazer baralho.
Pela janela de um dos quartos, com alguma dificuldade, consegui descer.
Isto de ter de andar de vestido até aos pés, não é fácil. Já basta ter de suster a respiração vezes sem conta durante o dia, para não morrer sufocada com o corpete.
Fui a correr até ao porto, para saber notícias tuas.
Encontrei o Mr. …

Auto-crítica

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bostonjam01
Originally uploaded by dahveed76.
Hirra!!!...
Estava mesmo agora a pensar...

Este blog, mais parece o trânsito em Lisboa, à hora de ponta... ou seja, parado, paradinho...

Que tristeza...

Peço desculpa... vou recuperar energias e volto em breve, com aquela que será a epopeia dos mares...

P.S. - Esperem confortáveis, num qualquer assento que tenha um estofo, razoavelmente fofo. (é um conselho de amiga)
;)

O Kamikaze das Terras Altas!

Estamos nas Terras Altas. No ar corre uma arajem fria.
Diego organiza meticulosamente os planos, bem estudados e o material, para pôr em acção um projecto secreto.
Já sonha com este dia há mais de 10 anos, quando ainda se ouvia falar, frequentemente da "Pantera Negra" de Lisboa.
Nos seus olhos espelhava-se o ódio profundo por um clã, tão diferente do seu.
Os tão falados derbys da Capital, só o faziam alimentar esse sentimento que crescia de dia para dia.
Já tinha acordado há umas horas e repetiu o ritual de todos os dias... Assim que acorda, canta o hino que lhe preenche o coração e beija o cachecol, que tantas vezes usa com amor e orgulho, enquanto profere os cânticos guerreiros, semi-tribais do seu clã.
O Clã das Terras Altas, conhecido pela dedicação quase obcessiva dos seus associados, vista por uns com bons olhos e por outros, com desdém.
Diego arranjava sempre forma de calar esses, que por desdém se opunham aos seus ideais.
Neste dia, tinha algo muito especial planeado.
Faz as …

os dias passam...passam

Os minutos passam... as horas, os dias passam...passam, sem que possa fazer algo, para os parar.

Queria pará-los contigo a meu lado, para que se eles teimassem em passar...tu permanecesses ali.
A agonia infinita do tempo...da falta de tempo...dos tempos que se cruzam a horas diferentes...tão diferentes!
Não consigo controlar o crescimento deste sentimento, enquanto os ponteiros do relógio, se unem em direcção à porta...na busca incessante da hora certa, para que se toque a melodia, que não consigo dizer.

Porque é tão difícil dizer??? Dizê-lo a ti, que me sorris do teu canto distante.
Sussurrar-te ao ouvido, suavemente, naquele instante em que me tocas no cabelo e me beijas.

Tantas formas tenho para te dizer, mas será que queres ouvir? Como preferes que te diga?
Posso cantar-te baixinho uma música dos Clã...”Só para dizer que te amo...nem sempre encontro a melhor forma...”.
Posso declamar um poema, que escrevi sob a Lua e as estrelas, só para ti.
Posso gritar pelo megafone, para que todos oiçam…

E assim vai o País!...

Uma viagem à segurança social,
é o suficiente para entender,
que muita coisa está mal.
Quem espera, desespera,
e no meio da confusão,
apareceu um acelera,
que acabou por fazer uma reclamação.
Palavras escritas num caderno que ninguém lê,
são preocupações que se trancam nas páginas,
de papel branco A4 de 80 gramas...
Vindas dos instantes, de chamas,
que são minhas e tuas; de todos...
mas uns calam, engolem em seco,
a códea rija e áspera que lhes deram,
num “acto de bondade”, dizem;
aqueles que muito dizem e pouco fazem,
que lideram uma liderança desleal.
Falam muito, na esperança vã,
de acreditarem nas próprias palavras,
mas no fim...
as palavras perdem o sentido,
não têm nexo e morrem,
uma morte lenta e dolorosa,
que só o povo sente!


Vocês sabem do que falo!

Boca do Inferno

O telefone tocou umas quantas vezes... deixei-o tocar... aproveitei para ouvir o meu toque, o “Little Sister” dos Queens of the Stone Age, enquanto respirava fundo, para falar calmamente com o Helder ao telefone, até que atendi... meio azeda e distante, entre um “Então tudo bem?” e uma conversa monossilábica, que pouco passou de “Sim” e “Não”, combinámos um encontro para mais tarde.
Hoje é o meu aniversário e ele não teve a decência de me ligar a dar os parabéns.
Esperei... no local combinado... esperei. Fumei um cigarro... e outro e outro, mas ele nessa noite não apareceu.
Estava eu, numa noite de lua cheia, completamente sozinha na Boca do Inferno.
Corria uma arajem bem fresca, que vinha do mar.
Só se ouvia o som das ondas a baterem nas rochas, com uma violência brutal.
Lembro-me que estava escuro, só se conseguiam ver os vultos das rochas esculpidas, que mais pareciam pessoas e uma cruz, no meio do nada.
Foi neste ambiente sinistro, que o Helder, me deixou à espera, sozinha.
Esfreguei as…

Katabatic - Zé (o baterista)

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Ze
Originally uploaded by Moon*.
At last but not least...o Zé.
O Zé é o baterista e foi meu companheiro de guerra na Universidade.
Na bateria, parece que o resto do Mundo não existe. Altamente compenetrado nas batidas, não tira os olhos do vazio dos compassos... tudo para bem da perfeição musical e da ascenção ao Olimpo, com uma ajudinha dos ventos do Norte. É o Zé e é meu amigo (isto soa-me a desenhos animados ou coisas lamechas). Estás a ficar velho, pois estás... mas fica descansadinho amigo... és como o vinho do Porto. E mais não digo (não me pagaram para isso). ;)

Good luck!!! Bang-bang!

Katabatic - João (o baixista "baixinho")

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Joa
Originally uploaded by Moon*.
Olha o João.
O João é o baixista, que eu invejo pelo simples facto de, até mesmo quando está a descarregar as suas energias, normalmente no auge das músicas, descarrega-as bem. Eu cá prefiro, partir um lápis ou berrar para a almofada (energias negativas), ou seja, nada que contribua para a felicidade e rejubilo, seja de quem fôr.
Para o João, tocar baixo, secretamente (lá no subconsciente) deve ser tão bom como ter um orgasmo.

João quando vires as fotos do concerto vais entender a última parte do que escrevi. ihihihi

Katabatic - Tiago (o guitarrista)

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tiago
Originally uploaded by Moon*.
Este é o Tiago.
O Tiago é o guitarrista da banda, que consegue fazer umas coisas fantásticas com a guitarra, como se pode ver na foto.
A única coisa que não é permitida é fazer malabarismo, tudo o resto é permitido.
Está muito mais descontraído que nos primeiros concertos e a diferença nota-se no resultado.

Private joke:
"Não precisas de agradecer! ;)"