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Closer (Talvez Demais)

Boa noite...
Estou de passagem e só para deixar algumas palavras, porque neste momento também não tenho muitas para partilhar.
Estive a ver o "Closer" (Perto Demais), com o Jude Law, a Julia Roberts, a Natalie Portman e o Clive Owen e estou sem palavras.
Estou num estado de espirito que não consigo descrever... A forma como o Amor é retratado neste filme, é ao mesmo tempo, Crua e Real, tão real... e bem se sabe que a verdade dói!
Só visto!
Se querem um retrato bem realista, que vai buscar a mais profunda essência das relações humanas, nomeadamente das relações entre duas pessoas que se "amam", este filme é sem sombra de dúvida, um balde de água fria, talvez para nos fazer reflectir sobre nós... Sobre o tremendo impacto, que poderemos ter na vida das outras pessoas... os nossos actos e as nossas escolhas... o facto de termos alturas, em que só olhamos para o nosso umbigo... somos altamente egoístas!?
Custa-me muito pensar que somos... mas somos!
Só nos interessa o "no…

Algemas (maybe Love, maybe Hate)

É ténue a linha que separa o Amor do Ódio, talvez demasiado ténue... demasiado frágil.
Tão depressa estamos num lado da linha, como estamos no outro. Sem nos darmos sequer tempo para pensar.

Os sentimentos não são libertadores, são algemas que nos são impostas por forças que não controlamos... que não conseguimos controlar, porque não temos força.
Tentem libertar-se das vossas algemas... tentem... jamais vão conseguir! São demasiado bem construídas...
A condição humana... a condição dos sentimentos... de sentirmos profundamente tudo ou até de não sentirmos nada.
Quem daqui... quem no Mundo inteiro gostaria de não sentir nada, de não sentir dor, a Dor de sentir???
Fazem-se filmes, escrevem-se livros, para se criarem personagens, que reflectem os nossos maiores desejos e tambem os nossos maiores medos.
Já contaram as vezes em que viram um filme ou leram um livro, em que tinha, pelo menos uma personagem que não tem qualquer tipo de sentimentos. O psicopata que mata sem pudor, crianças, idosos e…

Mi casa, es su casa!!!

Olá!!!
Eu disse olá...
Mas será que ninguem está para mim?
Claro que não...
Depois do texto de ontem, é compreensível!

Hoje venho partilhar o meu contentamento e surpresa com todos vocês, que partilham do meu Universo.
Nos últimos dias, deparei-me com algumas dificuldades em colocar no meu "berloque" as minhas "postas" de pescada.
Para além de ter ficado de humor delicado, fiquei também um pouco perdida, porque afinal esta casa (Blogger) não é nacional.
Depois de ter andado em busca de ajuda, no simpático "link" correspondente ao Blogger Help... cansei a vista... os meus olhos já nada viam... pelo menos, nada que interessasse ou de franca utilidade e resolvi lançar-me na aventura...
Foi aí que pensei:
Ahhhhh... Grande maluca!!!
E fui mesmo, uma grande maluca.
Resolvi enviar um "e-mílio" aos "senhores-todos-poderosos-desta-casa" a pedir auxílio, desesperado e sentido... nos dedos!?
Contava com algumas semanas de espera ou alguns meses, mas qual f…

Não estou...

Hoje não estou...
Não estou para piadinhas parvas, nem inteligentes...
Não estou para poemas lamechas em homenagem aos amores e desamores, de todos e de ninguém...
Não estou para divagações ou introspecções...
Não estou para os amigos...
Não estou para rir nem para chorar...
Não estou para ti...
Não estou, sequer, para me aturar...
Invade-me uma estranha vontade de gritar. Apetece-me gritar e mandar todos à merda, que há quem diga que é um sitío simpático, de temperatura amena, muitas vezes equiparado aos principais destinos turísticos.
Descabidos e incompetentes, os senhores que deviam zelar pela nossa felicidade.
Sorriem entre os dentes, quando de dentro do peito arranco, nada mais do que o desespero de um vazio, de um puzzle, que não encontro a última peça.
Peço-te ajuda para a encontrar, mas não me ouves.
Fica apenas um silêncio de fundo, ou serão as ondas do mar?
Não estou para sofrer, nem para ser feliz...
Porque afinal, é sempre necessário o sofrimento para atingir a felicidade...
Porque se n…

Tudo passa... quando o tempo esquece!

O que se passa?
Quando te vais embora, quando querias ficar...
Quando calas, quando querias falar...
Quando choras, quando querias sorrir...
Porque o teu coração dói, quando se devia encher de amor.
O que se passa?
Quando morres, quando querias viver...
Quando apagas, quando querias escrever...
Quando gritas, quando querias silêncio...
Porque o teu coração magoa o meu coração indefeso.
O que se irá passar?
Quando eu fôr embora, quando quiseres que eu fique...
Quando eu calar, quando quiseres que fale...
Quando eu chorar, quando quiseres que sorria...
Porque o meu coração dói, quando se devia encher de amor.
O que se irá passar?
Quando eu morrer, quando quiseres que viva...
Quando eu apagar, quando quiseres que escreva...
Quando eu gritar, quando quiseres silêncio...
Porque o meu coração magoará o teu coração indefeso.

1/4 de século

Hoje faço anos!
Repeti isto para mim mesma, umas quantas vezes, para ver se faz sentido...
25 anos ou 1/4 de século... não sei, mas parece-me ridículo!
Não sei porquê, mas é a primeira vez que me sinto deprimida ao fazer anos.
Será que daqui para a frente irá ser sempre assim?
Quando faço o balanço dos meus 25 anos, não me parece nada mal. Já passei por várias experiências, algumas bastante interessantes...
Tive uma infância feliz. Sem nenhum recalcamento, que possa afectar tragicamente a minha vida de adulta. Tive um cavalo de madeira, um triciclo e uma Barbie. Lembro-me também que tinha um carrinho, todo futurista, em que as portas abriam para cima.
Fiz muitos amigos ao longo da vida. Alguns fazem parte do Passado apesar de terem sido importantes para mim, outros fazem parte do Passado e do Presente...
É a esses resistentes (Amigos) que quero deixar o meu sincero agradecimento por estarem lá quando preciso e tão simplesmente por serem meus amigos.
Tirei o curso que queria, sem nunca ter c…

O mar de Susan

Ano de 1820 - Outono - Inglaterra - cidade de Carlisle

É noite cerrada... está Lua cheia e um suave nevoeiro.
Espero-te à janela, de onde consigo ver o porto, onde atracas o teu barco.
Mal começas a aproximar-te de terra, pegas na tua lanterna e fazes o que combinámos.
Acendes e apagas três vezes de seguida, para que saiba que és tu.
Porque demoras tanto?!
Começo a ficar preocupada...ainda para mais, esta manhã dispensou o resto da tripulação. Disse-lhes para passarem o dia com as famílias, que tinha coisas para fazer.
Pelo menos foi o que me disse Sasha, o cozinheiro que pertence à tripulação.
Está a ficar tarde... tenho de arranjar forma de sair de casa, sem que me vejam e sem fazer baralho.
Pela janela de um dos quartos, com alguma dificuldade, consegui descer.
Isto de ter de andar de vestido até aos pés, não é fácil. Já basta ter de suster a respiração vezes sem conta durante o dia, para não morrer sufocada com o corpete.
Fui a correr até ao porto, para saber notícias tuas.
Encontrei o Mr. …

Auto-crítica

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bostonjam01
Originally uploaded by dahveed76.
Hirra!!!...
Estava mesmo agora a pensar...

Este blog, mais parece o trânsito em Lisboa, à hora de ponta... ou seja, parado, paradinho...

Que tristeza...

Peço desculpa... vou recuperar energias e volto em breve, com aquela que será a epopeia dos mares...

P.S. - Esperem confortáveis, num qualquer assento que tenha um estofo, razoavelmente fofo. (é um conselho de amiga)
;)

O Kamikaze das Terras Altas!

Estamos nas Terras Altas. No ar corre uma arajem fria.
Diego organiza meticulosamente os planos, bem estudados e o material, para pôr em acção um projecto secreto.
Já sonha com este dia há mais de 10 anos, quando ainda se ouvia falar, frequentemente da "Pantera Negra" de Lisboa.
Nos seus olhos espelhava-se o ódio profundo por um clã, tão diferente do seu.
Os tão falados derbys da Capital, só o faziam alimentar esse sentimento que crescia de dia para dia.
Já tinha acordado há umas horas e repetiu o ritual de todos os dias... Assim que acorda, canta o hino que lhe preenche o coração e beija o cachecol, que tantas vezes usa com amor e orgulho, enquanto profere os cânticos guerreiros, semi-tribais do seu clã.
O Clã das Terras Altas, conhecido pela dedicação quase obcessiva dos seus associados, vista por uns com bons olhos e por outros, com desdém.
Diego arranjava sempre forma de calar esses, que por desdém se opunham aos seus ideais.
Neste dia, tinha algo muito especial planeado.
Faz as …

os dias passam...passam

Os minutos passam... as horas, os dias passam...passam, sem que possa fazer algo, para os parar.

Queria pará-los contigo a meu lado, para que se eles teimassem em passar...tu permanecesses ali.
A agonia infinita do tempo...da falta de tempo...dos tempos que se cruzam a horas diferentes...tão diferentes!
Não consigo controlar o crescimento deste sentimento, enquanto os ponteiros do relógio, se unem em direcção à porta...na busca incessante da hora certa, para que se toque a melodia, que não consigo dizer.

Porque é tão difícil dizer??? Dizê-lo a ti, que me sorris do teu canto distante.
Sussurrar-te ao ouvido, suavemente, naquele instante em que me tocas no cabelo e me beijas.

Tantas formas tenho para te dizer, mas será que queres ouvir? Como preferes que te diga?
Posso cantar-te baixinho uma música dos Clã...”Só para dizer que te amo...nem sempre encontro a melhor forma...”.
Posso declamar um poema, que escrevi sob a Lua e as estrelas, só para ti.
Posso gritar pelo megafone, para que todos oiçam…