Mensagens

Ser h(O)mem

Ser homem é ser mais baixo, é ser pior
Do que o inimigo! Pisar em quem se ama!
É ser desprendido e querer ter fama
Rei do Reino de Aquém e de Além Dor!

É ter de mil desejos o tormento
E não saber sequer o que deseja!
É ter cá dentro um coração que boceja,
É fugir a todo o momento!

É ter fome, é ter sede de vingança!
Na incerteza de pensamentos confusos...
É aniquilar um mundo sem esperança!

E é amar-te, assim, perdidamente...
É seres alma, e sangue, e dúvida em mim
e calando-me cobardemente para toda a gente!


NOTA: possívelmente... de 5 euros!!! Mais, não dou!!! :)

Era uma vez...

Hoje pus-me a pensar... não é que não pense habitualmente, porque normalmente até penso em demasia em coisas que não devia, mas enfim... eu sou assim!
Bem, tal como disse... pus-me a pensar e concluí que tenho um sonho... utópico, pois bem... como a maioria dos nossos sonhos...
Não, não é um Ferrari amarelo, se bem que, se existir alguém que me queira oferecê-lo, com toda a certeza, de uma amante de carros e velocidade, não direi que não.
Mas o meu sonho é diferente...
O que eu queria mesmo, era fazer parte do Mundo de uma série de fantásticas criaturinhas especiais... da Abelha Maia, do Tom Sawyer, do Marco, da Heidi, do Panda Tau-Tau, do Bush bush, dos Transformers, do He-man e a irmã She-Ra...
Viver com sete anões, porque como sabem, mas valem sete anões nas mãos que um a voar.
Todos os dias ter novos cenários desenhados a pensar em mim...
Acordar com o céu verde e o mar laranja... um Sol azul... conhecer animais que falam... os ursinhos carinhosos e os pequenos póneis...
Viver um dia no …

Canção d’embalar

Encontrei no teu quarto um manto de algodão doce... toquei-lhe com os dedos pequeninos e neles, se desfez em mil sonhos.
Fechei a cortina de fitas de seda, para te deitar nas almofadas de nuvens.
Fechámos os olhos e deixei-me levar, num mar de estrelas cadentes, na decadência do tempo...
Um tempo que percorro, em tom de penitência, numa tortura infindável, de espinhos pontiagudos, que sinto cravarem-se na carne.
Saboreio o sangue com sabor de morangos silvestres, de planícies agrestes, que se perdem no horizonte.
Contam-me os teus lábios, pequenos segredos, que o teu coração não guarda.
Fazem brotar em mim, as lágrimas de diamantes inocentes, que te ofereço, embrulhadas em papel de veludo azul.
No sopro do vento, viaja perdida a minha vida, no teu Mundo de aberrações.
Desenho num papel de todas as cores um Mundo novo... um Mundo que se ajusta a nós, como um casaco quentinho e cómodo.
Sopro a felicidade para o teu coração e desperto os sorrisos de todos os poros do teu corpo.
Observo-te através…

É o delírio!!! ehehehe :)

O homem Português, não canta tirolês!

Mentes dementes, incontinentes,
Dormentes e inconscientes.
Troca-tintas, tens a mania que és pintas,
Tretas de tagarelices que soltas.
Grunhidos, gemidos, que não se percebem,
Ecoam pelos cantos, onde matas baratas,
Com as tuas botas de cowboy,
Tens a mania que és herói,
Dos livros aos quadradinhos.
És quadrado e obtuso,
Estás a cair em desuso,
Obsoleto e parecido com o Anacleto.
Coças a barriga e bebes a *jola*,
Comes tremoços e jogas à bola.
És o campeão da tua mãe,
Não ligas ao desdém,
Do Joaquim e do Zé.
Só pedes insistentemente,
Que te faça fricassé,
Porque soltaste o pescoço e
A galinha já não cacareja.
O teu cãozinho Tobias,
Minúsculo e atarracado,
Agarra-se firme às tuas pernas
E pede para ser amado,
Na língua canina que só tu entendes.
Levantas a custo o bracinho,
Ai, meus Deus!...
O cheiro que vem do sovaquinho.
Tudo para acenares o Adeus,
Ao bêbedo do amigo Chico,
Que corre e vai de uma vez,
Beber mais um copo de três.
Arregalas a vista com a vizinha,
A querida e simp…

Pesad(elo)

Arrancaste de mim a felicidade que muitos invejavam... Arrancaste-a sem pudor, sem sentimento...
Fechaste em mim, uma porta tão dificil de abrir...
Fechaste os olhos e fugiste... abandonaste o barco, quando ainda navegava a todo o gás... varreste-me para o canto... para o cantinho.... sem explicação... sem “Adeus” ou “Até já”... sem palavras, nem gestos... apenas um imenso silêncio ensurdecedor, que não suporto e me deixa louca... louca de tristeza e de incoformidade...
No meu cantinho, mora a mágoa... o cantinho, tão gentilmente cedido pelo Amor...
mora nele, agora, a mágoa e paga renda... uma renda tão alta, que temo não conseguir pagá-la, por muito tempo...
Quero apenas encontrar a resposta... o sossego... a Paz... para viver uma outra Primavera, entendes?
Quero sair deste Inverno, que me afunda um pouquinho todos os dias...
Dizem-me, vezes sem conta: “Falta-te o brilho nos olhos que sempre vi, onde me reflectia”... falta-me o brilho...
Gabam-me a beleza... mas as palavras são diferente…

Sentido(s)

Sabes do que tenho saudades?
Do estado de inocência de quando somos crianças... em que ainda vivemos entre os dois mundos... o da realidade e o da fantasia, sem nos deixarmos afectar em demasia, quer por um, quer por outro.
Saudades da despreocupação, da descontracção, da ingenuidade infantil, que nos mantinha à margem de muitas dores, que hoje se cravam na pele e nos tomam conta dos pulmões... e não nos deixam respirar.
O estado de coma, que é ter consciência de que se sente e do que se sente, sem que possamos lutar contra isso e vencer.
É uma luta perdida de início e desigual, que nos vai mastigando lentamente, para nos cuspir no final.
Preocupa-me de alguma forma, esta esfrega de sal, que teimamos em colocar nas feridas profundas, para gritarmos cada vez mais alto, com a esperança que alguém oiça.
Somos todos surdos para os outros... os nossos ouvidos só ouvem as palavras que proferimos, para interiorizarmos o nosso egoísmo, numa vasta e ampliada imagem do nosso umbigo, que não é nada m…

Egoísmo

Recordo os nossos primeiros beijos. Recordo quando ainda inclinavas ternamente, a cabeça e me afastavas as mechas de cabelo do rosto, enquanto me beijavas, até ficarmos sem fôlego.
Nada deixava adivinhar as tuas intenções. Os teus olhos mentiam e faziam com que me embriagasse cada vez mais.
Hipnóticos e misteriosos... Verdes... entranhavam-se em mim, na minha pele... por todo o corpo.
Foi numa noite, completamente ébria, que me fizeste tua.
Enquanto me beijavas, voltaste a afastar as mechas de cabelo e passaste a mão suavemente pelo meu pescoço, onde fincaste os dentes, até conseguires saborear o meu sangue.
Não conseguiste evitar as lágrimas, porque te invadiam sentimentos que nunca antes tinhas experienciado. O teu coração morto, parecia por momentos, bater a um ritmo alucinante.
Desmaiei durante alguns instantes e quando acordei, senti um terrível sabor a sangue na boca.
Senti o meu corpo a tentar dizer-me alguma coisa, só não entendia o quê.
Estava muito confusa e sentia-me fraca!
Olhei…

Teddybear

Imagem
afewyearsago
Originally uploaded by Moon*.
A origem da minha paixão por Ursos!!!


(Foi aqui que tudo começou...)

Vou desaparecer...

Vou desaparecer aos teus olhos,
quando nunca mais sentir os teus lábios,
quando deixares de sussurrar aos meus ouvidos,
quando os teus braços não mais me abraçarem,
quando as tuas palavras não existirem para me preencherem...
quando me faltarem as forças para lutar...
Vou desaparecer...
Do teu Mundo...
Para sempre...
Uma réstia de lembranças de nós,
da estranha força que nos uniu,
a mesma brutal força que nos separa.
Dois opostos da mesma Vida!
Nunca quis uma despedida e
continuo a não querer...
A dor imensa de não saber,
muitas coisas que me faltam.
A busca de uma Paz, que não me quer e
a luta de uma guerra que não é só minha.
Tenho apenas um sopro de Vida...
o mesmo sopro que se vai desvanescendo,
com a realidade que me assombra.
Vou desaparecer...
Do teu Mundo...
Para sempre...
Resta-me a velocidade do conta-quilómetros,
o poder da quinta e dos décibeis,
da música que é tão minha, como tua.
O meu carro voa na loucura,
de chegar às nuvens que não alcança,
de te encontrar na curva...
mas na curva, permanecia sem…

ALICE... (As histórias de)

O meu nome?
O meu nome é Alice... o nome da minha bisavó. A minha mãe diz que ela foi uma mulher única e em homenagem a ela deu-me o mesmo nome.
Alice... mas Alice não rima com nada de bom... só me veêm à cabeça palavras más, como; aldrabice, cuscovilhice, vigarice e outras tantas, acabadas em “ice”... nada de bom, portanto!
Queria ter um nome diferente, que rimasse com palavras bonitas, como Leonor, que rima com Amor ou São, que rima com Paixão... Constança que rima com Esperança ou Julieta, que rima com borboleta... entendem?
Não adianta!!!
O meu nome é Alice e a ele, ficarei presa para o resto da minha Vida.
Vou apresentando-me aos outros com nomes diferentes, mas chamo-me Alice... é o que está no meu registo.
Não me sinto Alice!
Sinto-me mais Cleópatra... mas não é esse o meu nome e não posso tentar ser alguém que não sou e quem sou eu?
Alice, só Alice... nada mais!



PODEMOS SER TUDO O QUE QUISERMOS... BASTA ACREDITAR!!!
(Lutem até ao fim por aquilo que querem e não desistam... não sejam você…