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AMOR (Perdido de...)

Julgava-o perdido... Talvez extinto... Apagado por um qualquer extintor barato.
Preso em milhares de palavras, escritas em livros que ninguem lê e cartas bolorentas, guardadas em caixas, longe da lembrança e do coração.
Por algumas vezes senti-o presente. Muitas vezes intensamente. Da maioria das vezes, com maior intensidade de dentro para fora e distribuí-o, como se não se esgotasse nunca, mesmo quando embatia directamente no escudo, que diante de mim se erguia.
Julguei-o esquecido... enterrado... mastigado por uma boca dorida, das mordidas sem dó.
Sem querer, encontrei-o... Novamente? Não sei! Simplesmente, encontrei-o. Inesperadamente. Surpreendentemente e com uma força de fora para dentro, que vai além da compreensão humana. Com uma pureza única e num estado inocente e despretencioso. Desmedido? Talvez, quem sabe?!
A intensidade com que atinge o meu coração é inexplicável. Desta vez, sei que as palavras que escrevo, serão lidas e sentidas, pelo que são... na sua verdadeira essência... …

Nao sei nada do Futuro!...

Procuro um escape...
Uma janela aberta...
Alguém que me abra uma porta...
Que esconda a surpresa,
Da mudança e felicidade.
Acelero o passo,
apresso tudo...
Irreflectidos momentos,
que escondem incertezas.
Não sei nada do futuro,
se nem do presente sei!
Do presente, quero apenas vivê-lo,
sem reservas e medos.
Sem rancores encontro,
ocasionalmente,
um passado recente.
Abraço-o com carinho,
porque mora no meu coração,
em espaço reservado.
Não sei nada do futuro e
o presente é confuso...
Uma confusão de emoções e
sentimentos novos e antigos.
Em ruínas, o meu coração,
tenta uma reconstrução,
mas chove lá fora.
Não sei nada do futuro e
o presente... nem sei...
Tenho, por vezes,
saudades do passado,
que me é tão querido!

Vampire Love III

Uma amiga é a noite,
que esconde a luz que me mata.
Oiço os sussurros de todos...
de todos os seres que habitam este planeta,
até me levarem à loucura.
Assola-me uma solidão interminável,
desde o dia em que partiste,
em busca da aventura.
Apoderou-se de ti o medo,
da minha hora chegar antes da tua e
de morrer nos teus braços,
sem um fio de sangue nas veias.
O meu coração há muito que não pulsa,
a não ser quando estás perto de mim.
A pele pálida do teu rosto,
ganhava côr quando te tocava e o
teu corpo ganhava uma outra vida.
Sem ti, os dias são insuportáveis e
só me resta esperar pela morte...
Mas morta já estou, por dentro.
Sem sangue, sem o bater do coração,
sem ti, meu amor... sem emoção.
Não consigo tirar os olhos do chão,
uma triste penitência, um jogo de paciência,
neste Mundo que não é meu.
Deixo o meu corpo cair no chão,
pois sem forças me sinto...
Até que senti o meu coração pulsar,
com uma brutal intensidade...
Eras tu que me estendias a mão,
com doces e esperadas promessas,
de ficares para sempre no meu…

Party animal!!!

Está um dia lindo!
Um tremendo céu azul e um calor abrasador.
Convidaram-me para uma festa em casa de um amigo, que tem uma piscina fantástica e vão lá estar muitas pessoas que conheço.
Vou tomar um banho e entretanto decido se vou ou não.
Ando um pouco sem vontade para socializar, especialmente, quando envolve um grande aglomerado de pessoas, num dia de calor.
Ando numa má fase... Tudo corre mal... o Amor, o trabalho, a Vida... é um cansaço!
Não tenho paciência para a família, nem para os amigos.
Optei por me refugiar em mim e poupar os outros da péssima companhia em que me tornei.
O meu telemóvel tocou logo de manhã, com a voz do Francisco, do outro lado:
- “Bom dia amigaaaaaaaaaaa! Bem disposta?”
- “Bom dia Pakiko. Ainda estou a dormir. O que queres a estas horas?”
- “Beeeemmmm... que disposição invejável. Desculpa acordar-te, mas como não respondes às minhas mensagens, resolvi ser mais agressivo e ligar-te.”
- “Se me estás a ligar por causa da festa em tua casa, perdes o teu tempo. Gosto mu…

Adeus! (nem sempre é uma despedida)

Hoje vi a tua sombra...
Já lá vão os tempos,
em que essa sombra,
tinha um corpo que a preenchia
e que lhe dava corpo.
Deixou de existir a forma...
o coração que pulsava.
No céu o Sol deu lugar às nuvens escuras,
a luz envergonhou-se por ti
e o vento tomou as palavras
que deveriam ser tuas
e pediu-me desculpa ao ouvido.
Ficou a certeza de que não olharei para trás.
O sabor amargo de uma despedida,
que nunca existiu...
E não irá existir!
Fecho-te a porta assim que tiver coragem de sair.
Prolongo o momento, como quem prolonga
uma morte há muito anunciada.
Respiro fundo, buscando a força,
que só encontro quando me encontro
e digo-te Adeus...

Somente Adeus!



Que bom!...
Que sensação orgásmica que é voltar a escrever aqui, no meu cantinho.
Desta vez, não prometo voltar...
Não sei se volto, se me demoro ou se corro amanhã, para escrever mais um pouquinho.
Não faço promessas, porque não quero cair no erro comum e vil do ser humano.
Quem faz promessas, nada mais quer, do que agarrar algo naquele único momento em que as fa…

Voltarei... quando o Senhor quiser ;)

Olááááááá...
A ausência tem sido grande, bem sei.
Fica a promessa (que cumprirei) que estarei de volta brevemente... com novidades e muitas histórias para contar.
Tenho muitas saudades de escrever e de vos escrever também.
Virei com mais força e energia... com outra disposição.
Desta vez, vim só deixar um abraço a todos.

Até à volta!

Feeling... espera que já vem...

Lembram-se do post dos Feeling???
Esse mesmo... que vos vai por a chorar que nem umas Madalenas!
Esse grande auge da famosa literatura do "molha - o - lencinho - de - papel - o - mais - que - puderes", está a chegar...
Ouvi dizer que vai apanhar o inter-cidades amanhã e estará por aqui, de boa saúde, o mais tardar no Sábado.
Palavra de escuteira (que não sou)!
A Primavera dá cabo de mim e não sou alérgica ao pólen, fará se fosse!
Sou sim, um pouco alérgica a esta piroseira de que na Primavera, todos temos que andar apaixonados... mais estúpidos, portanto...
Pode dizer-se que estou apaixonada... nunca deixei de estar... pela Vida... esta querida, que tão depressa dá como tira (já repararam como isto rimou de uma estranha forma?)... bem...
É com muito Feeling que vos deixo, por hoje, com a promessa (que sempre cumpro, quando me deixam) que voltarei nos próximos dias...

Kiss Kiss Bang Bang

Nostradamus

Olá... Olá!!!
Ando aqui a conter a ansiedade... Ai, se ando!
No próximo mês vou a Barcelona... vou comer uns Espanhóis... AI!... Caracóis, comer uns caracóis! :)
Segundo Nostradamus, o meu óbito será lá, para o mês de Agosto... o filho da mãe...
Espero que ao menos o Senhor me deixe aproveitar as férias... tão merecidas... marcadas para o início do mês!
Tudo isto porque não enviei uma mensagem para 15 pessoas... por acaso, até tinha saldo para o fazer, mas podia não ter... já viram a desgraça!?
O mais curioso é que o tinha de fazer em 5 minutos... será que chegam???
Será que a minha operadora, faria a gentileza de as entregar, nos míseros 5 minutos... a 15 pessoas???
Não sei, nem me interessa... e assim desafiei o Destino a castigar-me, pela minha audácia.
Pelo menos, tenho a certeza que viverei para ir a Barcelona e qui-ça, o Destino poderá bafejar-me com a sorte tremenda de ir a Espanha e comer um Italiano...
Bolas!... eu falei em comer um Italiano???
Eu queria dizer, beber uma italiana (café-…

Now go away...

Numa noite... encostei o carro, como sempre o fazíamos... cheirava a mar!
- Sai do carro! - disse-lhe olhando-o nos olhos e esboçando um sorriso.
Saiu sem perguntas.
Eu saí e dei a volta ao carro, por trás, enquanto sacava da arma. Respirei fundo e apontei-lhe a arma sem medo.
- Ajoelha-te! Põe as mãos atrás da cabeça! Nada de gracinhas...
- Que estás a fazer? - perguntou-me num tom assustado.
- Estou a tirar-te da minha vida, onde nunca deverias ter entrado.
A arma estava gelada e a minha mão trémula, em dúvida das minhas certezas. A minha cabeça tentava sobrepor-se ao meu coração.
O teu olhar... Vazio, como sempre. Conformado e consciente dos meus motivos, não deste muita luta. Não tentaste fugir, até porque não havia por onde fugir.
- Desculpa! - foi a última palavra que ele disse, antes de eu disparar na sua direcção.
- Chegaste tarde... tarde demais, como sempre... meu Amor! - disse-lhe enquanto ele via a vida pela última vez.
- Adeus!...
Abracei-o, enquanto o sangue dele me escorria pelo co…

Lotus lotado

Tinha de quebrar o silêncio neste blog...
Tinha de o fazer com algo que valesse a pena...
E nada melhor que um comentário musical!
Foi na passada Quarta-feira, dia 12 de Abril, à noite, que nos deslocámos à simpática vila de Cascais, ao Lótus bar, para assistirmos a um grande concerto.
A vila de Cascais é um antro de “tios e tias”, é aqui o seu habitat natural, onde eles procriam e se multiplicam, sem dó nem piedade, mas nessa noite, não... estava agendado algo maior... apesar de na multidão, existirem muitos baixinhos, como é o meu caso.
Era suposto começarem a tocar às 22h, mas para nos fazerem sofrer um bocadinho e até porque havia pessoal, com uma taquicardia nervosa de bradar aos céus, só começaram depois das 23h.
Foi uma espera saudável, regada a cerveja preta e imperial.
Os primeiros (em todos os sentidos) a inaugurarem o palco foram os “Riding Panico”, uma banda que desconhecia por completo (desculpem-me, já me auto-penalizei o suficiente por isso). Um som poderoso e intenso e como d…