Histórias de uma escritora
I parte - "Caminhava apressada"
Caminhava apressada pelas ruas movimentadas da cidade, quando de repente tropeço em algo e desamparada, num instante, fico estendida no chão, molhado e frio.
Os meus joelhos cederam e a gravidade, é francamente, fascinante.
Pelo chão, encontravam-se espalhados, uma série de objectos que, prontamente saltaram da mala e mais de duas centenas de folhas, do livro que acabei de escrever.
Ia à editora entrega-lo, depois de os ter feito esperar um bocadinho mais do que queriam.
A dez minutos da hora combinada, fiquei estendida no chão, dorida da queda e revoltada com a vida, enquanto observava as folhas que compunham a minha história a esvoaçarem sem direcção, numa cruel dança.
No meu olhar espelha-se o desalento e a inconformidade do que se tinha passado, nos pequenos instantes antes deste raciocínio.
Procuro o telemóvel no meio da confusão em que se tinham transformado as minhas coisas e não o encontro.
Queria avisar o Gustavo (o meu editor), do que tinha …
Caminhava apressada pelas ruas movimentadas da cidade, quando de repente tropeço em algo e desamparada, num instante, fico estendida no chão, molhado e frio.
Os meus joelhos cederam e a gravidade, é francamente, fascinante.
Pelo chão, encontravam-se espalhados, uma série de objectos que, prontamente saltaram da mala e mais de duas centenas de folhas, do livro que acabei de escrever.
Ia à editora entrega-lo, depois de os ter feito esperar um bocadinho mais do que queriam.
A dez minutos da hora combinada, fiquei estendida no chão, dorida da queda e revoltada com a vida, enquanto observava as folhas que compunham a minha história a esvoaçarem sem direcção, numa cruel dança.
No meu olhar espelha-se o desalento e a inconformidade do que se tinha passado, nos pequenos instantes antes deste raciocínio.
Procuro o telemóvel no meio da confusão em que se tinham transformado as minhas coisas e não o encontro.
Queria avisar o Gustavo (o meu editor), do que tinha …