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Histórias de uma escritora

I parte - "Caminhava apressada"

Caminhava apressada pelas ruas movimentadas da cidade, quando de repente tropeço em algo e desamparada, num instante, fico estendida no chão, molhado e frio.
Os meus joelhos cederam e a gravidade, é francamente, fascinante.
Pelo chão, encontravam-se espalhados, uma série de objectos que, prontamente saltaram da mala e mais de duas centenas de folhas, do livro que acabei de escrever.
Ia à editora entrega-lo, depois de os ter feito esperar um bocadinho mais do que queriam.
A dez minutos da hora combinada, fiquei estendida no chão, dorida da queda e revoltada com a vida, enquanto observava as folhas que compunham a minha história a esvoaçarem sem direcção, numa cruel dança.
No meu olhar espelha-se o desalento e a inconformidade do que se tinha passado, nos pequenos instantes antes deste raciocínio.
Procuro o telemóvel no meio da confusão em que se tinham transformado as minhas coisas e não o encontro.
Queria avisar o Gustavo (o meu editor), do que tinha …

2006?

Bom ano!...

Excelente colheita!

Black Book

O meu “Black Book” já foi de várias cores e várias formas, mas teve sempre o mesmo forte e único significado.
Rascunhos, rabiscos, desenhos e palavras soltas... palavras que compõem, melodias, sentimentos, desabafos, histórias intermináveis de imaginação e libertação.
Todos nós devíamos ter um “Black Book”, onde não há limite... não se contam as palavras, mas conta-se com palavras, aquilo que nos vai na alma.

Não é um diário, porque não é escrito com essa finalidade básica de descrever o que nos acontece no dia-a-dia, mas sim, escrever sobre aqueles dias que nos marcam.

As lágrimas mais profundas e os sorrisos mais rasgados.
Folhas soltas, de frases soltas, mas não desprendidas, pois também elas estão preenchidas por sonhos ou pesadelos.

Muitas vezes escrevi para não esquecer...

Escrevi, porque me faltava o ar... da agonia que me preenchia e que calava, no silêncio solitário e inquieto, onde sofri consciente, que o tempo cura todas as feridas.
Guardei muitas lágrimas numa caixinha, para não …

É hoje!

PARABÉNS InCulto

2 anos de histórias e ainda com tanto para contar...

As aparências iludem...

Gabriel parece um anjinho... é o que dizem!

Tem asas... muitas asas.

Não tem sexo.

Protege os outros.











Gabriel tem os cabelos loiros e encaraculados.

Tem o frigorifico cheio de Red Bull... e umas garrafinhas de Vodka.

Há 2 meses que não tem relações sexuais.
Desde que terminou a relação com a sua namorada de longa data... a Palmira.

Trabalha numa empresa multinacional de informática e está a produzir um novo anti-virus.



* Espero que tenham captado a mensagem ;)

Quase 2 anos de InCulto

Para quem não sabe o InCulto está quase a fazer 2 anos.

2 anos, desde a sua criação...

Assim é que se vê como o tempo passa!


Beijinhos a todos.

Cantinhos

Amo-te...
Todos os cantinhos que te constróem...
Amo esses cantinhos...
Onde me perco...
Onde tantas vezes me encontro,
perdida na imensidão,
embalada pelo coração,
bebendo dos teus beijos,
dou-me a ti sem medo.
Dou-me a um ritmo,
ao som de uma batida,
que tão bem conheces.
Dançamos bem juntos,
guiamo-nos numa estrada,
que percorremos à noite,
Quando a Lua se acende no céu.

Respiro.
Inspiro...
Expiro...

Sinto-te colado a mim,
sorrindo abraças-me.
Quente a tua boca,
quando toca a minha.
Suave voz que murmura,
junto ao meu ouvido:
“Amo-te...
Todos os cantinhos que te constróem...
Amo esses cantinhos...
Onde me aninho, para ficar junto a ti.
Esperei tanto tempo para te ter,
poder ver o teu sorriso,
sentir o teu olhar em mim.
Adormece no meu peito e
deixa-me abraçar-te.
Quero fazer-te feliz!”

Dormente...

Tenho o corpo dormente
Uma pequena dor que se sente
Quando te perco de vista.
Cresce em mim a saudade
A falta de te ver e sentir
Quando os meus lábios não tocam os teus.
Todo o meu corpo dói
Porque o teu corpo está longe.
Faltam-me as palavras
As que dizes de mansinho
Quando encostas o teu rosto ao meu.
Quero adormecer junto ao teu peito
Embalada pelo bater do teu coração
Ao ritmo suave do teu amor...
Sentir o doce dos teus beijos e
A energia que tens na ponta dos dedos
Quando me percorrem apressados.
Tenho o corpo dormente
Uma pequena luz que se acende
Quando te vejo novamente.


Dedicado a todos aqueles que têm alguém que lhes ilumina os dias e lhe traz felicidade e principalmente, à pessoa que me ilumina os dias e me traz felicidade.

Beijinhos * ** *

Night Rain

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Night Rain
Originally uploaded by mpaandaa.
É noite. Estou a caminhar em direcção a algo que não sei. Páro. Escuto vozes. Olho em volta. Continuo a andar. Acelero o passo. Oiço uma voz. Tropeço. Caio no chão, desamparada. Fico ferida no joelho. Levanto-me e regresso à caminhada. A voz está cada vez mais próxima. Está frio. Começa a chover, com pouca intensidade. Aperto o casaco. Abraço-me para aquecer o corpo. Páro numa montra e embacio o vidro. Tocam-me no ombro. Dou um salto, assustada. Volto-me para trás. És tu. Abraço-te. Abraças-me. Beijas-me. Esqueci o frio. A chuva intensifica-se. Não importa. Continuamos a beijar-nos. Estamos a ficar encharcados. Dás-me a mão. Levas-me contigo. Entramos no prédio. Abres a porta com as chaves que trazes no bolso do casaco. Entramos. Despimos os casacos. Fazes um café para os dois. Está quente. Sabe bem. Sentamo-nos no sofá. Bebemos o café até ao fim. Passas a tua mão pelo meu rosto. Faço o mesmo com a minha mão no teu rosto. Abraço-te. Beijas-me.…

Pequeno coração

Gostava de medir o meu coração. Cheguei a pensar nisso. Pensei!... Juro que pensei!
Depois lembrei-me e parei de pensar, pelo menos em medi-lo, porque ninguém pára de pensar.
Tudo porque cheguei à conclusão, que tenha ele, o tamanho que tiver, será sempre pequeno demais, para conter tudo aquilo que sinto por ti.
Assim, pus-me novamente a pensar... como é que um coração, relativamente pequeno, ou proporcional ao meu tamanho, pode abrigar um sentimento tão grande, como o que sinto por ti.
Não cheguei a nenhuma conclusão, a não ser que aquilo que sinto é realmente enorme e o espaço físico é realmente pequeno... até que cheguei à conclusão tão simples que... há coisas que não se medem!!!
Todas as conclusões, só foram possíveis graças a ti. Por saberes exactamente o que queres, por eu fazer parte dessa lista e por seres tão transparente a mostrares aquilo que sentes, talvez porque o teu coração é igualmente pequeno, para abrigar esse sentimento que cresce dentro de ti.


Obrigado.