Mensagens

AGRIDOCE

Conheço-te doce.
Provo-te amargo.
Sabor inconstante...

Agridoce!

Uns instantes mel,
escondem o fel,
que trazes nas palavras;
ora de sussurros,
pequenas brisas,
que me espreitam os ouvidos;
ora de gritos,
pequenas facas,
que me espetas no coração.

Agridoce!

Bebo o licor,
para atenuar a dor,
para disfarçar o sabor,
o amargo que tens,
que te corre nas veias.

Agridoce!

Quero-te sempre doce e
a sós provar dele.
Tão somente sós,
quanto queiras,
ainda que sempre rodeada de todos,
tão só me possa sentir e
a ti, amargo, te passa ao lado,
o desejo profundo,
tão puro e tão meu,
de somente te provar,
a ti, doce, que o teu sabor amargo,
não tem espaço no meu paladar.

Sexta-feira

Hoje não me apetece escrever coisas especiais... estou cansada e é sexta-feira.
À sexta-feira acordo irritada!
Irrita-me o facto de ainda ter 8 horas de trabalho pela frente e de estar tão cansada, que so me apetecia continuar na cama.
Irritam-me as pessoas, que não resolveram os assuntos durante a semana e esperam pela sexta para resolverem tudo... e mal... mal-humorados e mal-amados.
Irritam-me os planos para as noites de sexta-feira, como se fosse obrigatório, depois de jantar, sair por aí à deriva, tentando chegar à manhã de Sábado em coma alcoólico, sem conhecer a pessoa com quem se acorda ou quiçá o país.
Enfim... à sexta feira transformamo-nos em coisas. Usamos o nosso corpo como saco de pancada. Descarregamos nele todos os males da Vida, aqueles que nos acontecem durante a semana.
Hoje é sexta-feira e neste momento, do meu corpo uso o essencial para escrever este texto.

Divirtam-se!!!

Vida d'homem

Estou a cair de bêbedo...
- Epá, ó Daniel... levanta-te! Vem apanhar ar! - grita o filho da mãe do João que me trouxe para aqui.
O João ligou-me à hora de jantar e a conversa foi mais ou menos assim:

João - Então pá, já te levantaste do sofá?
Eu - Não! É mesmo aí que estou e estou muito bem.
João - Tás feito um lamechas. És mesmo um menino. Esquece lá isso.
Eu - Ai sim? Quando te aconteceu o mesmo há uns anos atrás, não pensavas assim.
João - Isso já lá vai... já esqueci!
Eu - Então... agora é a minha vez de me darem tempo de esquecer.
João - Estou a ligar-te porque o pessoal vai sair todo hoje. Gostavamos que viesses. Já chega de tragédia, ok?
Eu - Não estou com disposição.
João - Anda lá... pagamos-te uns copos para afogares essas mágoas.
Eu - Não, acho que não...
João - Vem! Vamos fazer as loucuras que fazíamos há 4 anos. Eu passo aí para te buscar às 23h.
Eu - Já disse...
João - Vá até logo!
Desligou.

O João sempre foi assim. Quer tudo à maneira dele e “AI” de quem lhe diga que não. Simplesmente, …

InterRail - A aventura...

São 04:30. Olho para o lado vazio da cama. Não estás... está vazio.
Passo a mão pelo lençol frio. Enrosco-me no edredon e abraço-me, enquanto me escorrem as lágrimas pelo rosto.
(Flashback)
-4 anos atrás-
Fiz 20 anos há um mês e já ando a preparar esta viagem há cerca de dois anos.
Estou nervosa.
Quero tanto ir conhecer sitios novos... Fugir da minha realidade e encontrá-la noutro sitio... longe.
Comprei uma mala com compartimentos para separar tudo. Sempre gostei de coisas organizadas.
Fiz mil listas para ter a certeza de que não me esquecia de nada e parece-me que desta forma, mesmo que quisesse jamais me esqueceria de alguma coisa.
Vou fazer um InterRail, por alguns países da Europa que seleccionei.
Alguns deles já anseio conhecer desde nova e esta vai ser uma oportunidade fantástica de o fazer.
Chegou o dia!
Os meus pais levaram-me ao ponto de partida para a aventura da minha Vida.
Despedimo-nos com a minha mãe lavada em lágrimas.
Quando iniciei a viagem, sentada no compartimento que me estava …

Viagens

Hoje subi a um arranha-céus.
Levei uma eternidade a chegar ao topo.
Cheguei ao topo e sentei-me.
Fiquei durante horas a contemplar o que se passava em redor...
Lá em baixo, onde o Mundo me parece minúsculo...
Em frente, onde o horizonte é o limite...
As horas foram passando, assim como as nuvens...
Uma a uma, de formas diferentes íam passando à frente dos meus olhos.
Devo ter adormecido. Fechei os olhos. Apaguei as luzes.
Quando acordei, tinha uma nuvem cor de rosa e pequena, parada á minha frente.
Era bastante pequena e estava mesmo parada.
Estranhei.
Fiquei parada alguns instantes, tentando perceber, porque estava uma pequena nuvem cor de rosa parada à minha frente.
Foi aí que me aventurei.
Com cuidado, pus o primeiro pé em cima da nuvem...
É seguro!
Coloquei o segundo pé e sentei-me.
Quando me sentei a nuvem começou a andar.
De inicio ainda me tentei agarrar ao arranha-céus, mas depois acabei por me deixar levar e digo-vos sem dúvidas, que foi a melhor viagem da minha Vida!

PEACE - That great feeling

Alguma vez chegaram a um momento da vossa Vida, em que sentem uma Paz infindável?

Não aquela Paz, que se deve sentir, quando se ganha o Euromilhões, ou quando se consegue “aquele” emprego... quando se compra a pronto uma casa com vista para o mar, ou um carro topo de gama, nada disso.

Há uns tempos para cá, tenho sentido uma Paz inexplicável, ou talvez tenha uma explicação...

Não ganhei o Euromilhões, apesar de ter jogado durante algumas semanas, sem que me saísse o que quer que fosse e o meu emprego não é o melhor dos empregos, apesar de ser estável e de me ir proporcionando alguns bons momentos na Vida.

Não comprei uma casa com vista para o mar, apesar disso fazer parte dos meus planos, para um futuro próximo e o carro topo de gama, também é um projecto adiado, devido à impossibilidade monetária.

Esta Paz... uma tranquilidade que bate a do Paulo Bento (treinador do SCP) em todos os sentidos.

É um sentimento tão saboroso, que não me recordo de o ter sentido antes.
Uma calma transcendente qu…

Tormento

Queria ter no coração,
a paz e serenidade,
para seguir em frente,
sem para trás olhar;
mas sempre que olho para trás
lá estás tu... o meu tormento.
Tudo se resume a um momento
e o nosso ficou cravado no tempo...
Num tempo passado, sempre tão presente.
Tão perto estou,
da imensa felicidade,
mas sempre que me aproximo demais,
lembro-me de ti... que desalento.
Quero esquecer de vez,
tudo aquilo que não consigo
e jaz na memória traiçoeira,
o sorriso que me almadiçoa.
Um olhar que tantas vezes,
me penetrou o coração,
troça do sentimento,
que eu, ébria de amor,
não concedo a mais ninguém.


Escrito em meados de 2006

Histórias de uma escritora

I parte - "Caminhava apressada"

Caminhava apressada pelas ruas movimentadas da cidade, quando de repente tropeço em algo e desamparada, num instante, fico estendida no chão, molhado e frio.
Os meus joelhos cederam e a gravidade, é francamente, fascinante.
Pelo chão, encontravam-se espalhados, uma série de objectos que, prontamente saltaram da mala e mais de duas centenas de folhas, do livro que acabei de escrever.
Ia à editora entrega-lo, depois de os ter feito esperar um bocadinho mais do que queriam.
A dez minutos da hora combinada, fiquei estendida no chão, dorida da queda e revoltada com a vida, enquanto observava as folhas que compunham a minha história a esvoaçarem sem direcção, numa cruel dança.
No meu olhar espelha-se o desalento e a inconformidade do que se tinha passado, nos pequenos instantes antes deste raciocínio.
Procuro o telemóvel no meio da confusão em que se tinham transformado as minhas coisas e não o encontro.
Queria avisar o Gustavo (o meu editor), do que tinha …

2006?

Bom ano!...

Excelente colheita!

Black Book

O meu “Black Book” já foi de várias cores e várias formas, mas teve sempre o mesmo forte e único significado.
Rascunhos, rabiscos, desenhos e palavras soltas... palavras que compõem, melodias, sentimentos, desabafos, histórias intermináveis de imaginação e libertação.
Todos nós devíamos ter um “Black Book”, onde não há limite... não se contam as palavras, mas conta-se com palavras, aquilo que nos vai na alma.

Não é um diário, porque não é escrito com essa finalidade básica de descrever o que nos acontece no dia-a-dia, mas sim, escrever sobre aqueles dias que nos marcam.

As lágrimas mais profundas e os sorrisos mais rasgados.
Folhas soltas, de frases soltas, mas não desprendidas, pois também elas estão preenchidas por sonhos ou pesadelos.

Muitas vezes escrevi para não esquecer...

Escrevi, porque me faltava o ar... da agonia que me preenchia e que calava, no silêncio solitário e inquieto, onde sofri consciente, que o tempo cura todas as feridas.
Guardei muitas lágrimas numa caixinha, para não …

É hoje!

PARABÉNS InCulto

2 anos de histórias e ainda com tanto para contar...

As aparências iludem...

Gabriel parece um anjinho... é o que dizem!

Tem asas... muitas asas.

Não tem sexo.

Protege os outros.











Gabriel tem os cabelos loiros e encaraculados.

Tem o frigorifico cheio de Red Bull... e umas garrafinhas de Vodka.

Há 2 meses que não tem relações sexuais.
Desde que terminou a relação com a sua namorada de longa data... a Palmira.

Trabalha numa empresa multinacional de informática e está a produzir um novo anti-virus.



* Espero que tenham captado a mensagem ;)

Quase 2 anos de InCulto

Para quem não sabe o InCulto está quase a fazer 2 anos.

2 anos, desde a sua criação...

Assim é que se vê como o tempo passa!


Beijinhos a todos.

Cantinhos

Amo-te...
Todos os cantinhos que te constróem...
Amo esses cantinhos...
Onde me perco...
Onde tantas vezes me encontro,
perdida na imensidão,
embalada pelo coração,
bebendo dos teus beijos,
dou-me a ti sem medo.
Dou-me a um ritmo,
ao som de uma batida,
que tão bem conheces.
Dançamos bem juntos,
guiamo-nos numa estrada,
que percorremos à noite,
Quando a Lua se acende no céu.

Respiro.
Inspiro...
Expiro...

Sinto-te colado a mim,
sorrindo abraças-me.
Quente a tua boca,
quando toca a minha.
Suave voz que murmura,
junto ao meu ouvido:
“Amo-te...
Todos os cantinhos que te constróem...
Amo esses cantinhos...
Onde me aninho, para ficar junto a ti.
Esperei tanto tempo para te ter,
poder ver o teu sorriso,
sentir o teu olhar em mim.
Adormece no meu peito e
deixa-me abraçar-te.
Quero fazer-te feliz!”

Dormente...

Tenho o corpo dormente
Uma pequena dor que se sente
Quando te perco de vista.
Cresce em mim a saudade
A falta de te ver e sentir
Quando os meus lábios não tocam os teus.
Todo o meu corpo dói
Porque o teu corpo está longe.
Faltam-me as palavras
As que dizes de mansinho
Quando encostas o teu rosto ao meu.
Quero adormecer junto ao teu peito
Embalada pelo bater do teu coração
Ao ritmo suave do teu amor...
Sentir o doce dos teus beijos e
A energia que tens na ponta dos dedos
Quando me percorrem apressados.
Tenho o corpo dormente
Uma pequena luz que se acende
Quando te vejo novamente.


Dedicado a todos aqueles que têm alguém que lhes ilumina os dias e lhe traz felicidade e principalmente, à pessoa que me ilumina os dias e me traz felicidade.

Beijinhos * ** *

Night Rain

Imagem
Night Rain
Originally uploaded by mpaandaa.
É noite. Estou a caminhar em direcção a algo que não sei. Páro. Escuto vozes. Olho em volta. Continuo a andar. Acelero o passo. Oiço uma voz. Tropeço. Caio no chão, desamparada. Fico ferida no joelho. Levanto-me e regresso à caminhada. A voz está cada vez mais próxima. Está frio. Começa a chover, com pouca intensidade. Aperto o casaco. Abraço-me para aquecer o corpo. Páro numa montra e embacio o vidro. Tocam-me no ombro. Dou um salto, assustada. Volto-me para trás. És tu. Abraço-te. Abraças-me. Beijas-me. Esqueci o frio. A chuva intensifica-se. Não importa. Continuamos a beijar-nos. Estamos a ficar encharcados. Dás-me a mão. Levas-me contigo. Entramos no prédio. Abres a porta com as chaves que trazes no bolso do casaco. Entramos. Despimos os casacos. Fazes um café para os dois. Está quente. Sabe bem. Sentamo-nos no sofá. Bebemos o café até ao fim. Passas a tua mão pelo meu rosto. Faço o mesmo com a minha mão no teu rosto. Abraço-te. Beijas-me.…

Pequeno coração

Gostava de medir o meu coração. Cheguei a pensar nisso. Pensei!... Juro que pensei!
Depois lembrei-me e parei de pensar, pelo menos em medi-lo, porque ninguém pára de pensar.
Tudo porque cheguei à conclusão, que tenha ele, o tamanho que tiver, será sempre pequeno demais, para conter tudo aquilo que sinto por ti.
Assim, pus-me novamente a pensar... como é que um coração, relativamente pequeno, ou proporcional ao meu tamanho, pode abrigar um sentimento tão grande, como o que sinto por ti.
Não cheguei a nenhuma conclusão, a não ser que aquilo que sinto é realmente enorme e o espaço físico é realmente pequeno... até que cheguei à conclusão tão simples que... há coisas que não se medem!!!
Todas as conclusões, só foram possíveis graças a ti. Por saberes exactamente o que queres, por eu fazer parte dessa lista e por seres tão transparente a mostrares aquilo que sentes, talvez porque o teu coração é igualmente pequeno, para abrigar esse sentimento que cresce dentro de ti.


Obrigado.

Amor (estás aí?)

Quem é que nunca sofreu por Amor?
Serão poucos aqueles que responderão que nunca sofreram por Amor.
O Amor faz parte da vida e como tal, ao longo da vida vamos amando, com mais ou menos intensidade, mas existirão sempre pessoas que nos marcam profundamente, de uma forma ou de outra.
Hoje em dia, noto cada vez mais, que as pessoas têm muito medo da entrega.
Têm medo de sair magoadas, de se envolverem demais, até ao ponto sem retorno.
Aquelas que têm a audácia de desafiar tudo e todos, ou talvez sejam mais inocentes, acabam mesmo por se quebrarem a valer.
O Mundo onde vivemos, já não está disposto a esse tipo de sentimentos... não há tempo, não há disponibilidade... há stress, há fases das más, há problemas, há “coisas para fazer”...
As relações são enganos, prolongados ou não, que mais tarde ou mais cedo, se desfazem.
Continuam a fazer-se promessas do “para sempre”, mas quem as diz, sente um nó na garganta nessa altura.
É tudo tremendamente mastigado até à ruptura, até duas pessoas já não se co…

AZUL

Sinto-me azul por dentro...
todo o meu ser inundado por um azul profundo,
perdida na confusão que me invade,
de palavras soltas na tarde fria,
de memórias de tempos que já não são.
Perco-me no labirinto,
que percorro a correr e
apresso-me a encontrar a saída,
que me liberte desta prisão,
onde me prendes bem presa.
Interrogações, acusações de situações
que ficaram marcadas no tempo...
que ficaram gravadas em nós,
vitimas de mal-entendidos persistentes,
nas limitações da condição humana.
Envoltos na explosão de emoções,
que rebentaram de vez com a luz,
que crescia nos nossos corações.
Perdoa-me a falta que senti,
a terrivel dor do vazio,
da revolta que o teu esquecimento,
provocou inevitavelmente, em mim.
O distanciamento foi o pecado que cometeste,
que transformou tudo em cinzas,
que mudou a minha direcção...

Grandes viagens Intergalácticas

Oiçam e deixem-se levar nesta viagem Intemporal:

http://www.myspace.com/katabatic